sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Saiu o resultado da UFBA 2011!!!

Espero que seu nome esteja a lista dos aprovados!!!
Para os que compartilharam comigo desse sonho, obrigada pela confiança. É muito emociante vê-los lá, sobretudo os que agora vão ter que escolher entre UESB e Federal. Arrasaram!!!!!
Valeu minha combrança na redação e as aulas incessantes...
Aos que não tiveram ainda esse prazer. Não desista!!!
Eu continuo aqui...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

MAIS QUESTÕES DISCURSIVAS

Gente, amanhã eu posto o gabarito das outras,
vou descansar um pouquinho, eu mereço!!!
Obrigada pela confiança, foi uma honra ter sido professora de vocês!

QUESTÃO DISCURSIVA DE SENHORITA SIMPSON - GABARITO

Questão 04 –

Fui descendo a rua Almirante Salgado um táxi na esquina da rua Laranjeiras. Na Prado Júnior, tomei o outro gim, tônica e comi um bom sanduíche do Cervantes, mastigado com a disposição e a agressividade de um animal.

Ao deitar em minha cama de solteiro, ascética e austera, essa agressividade implodiu num choro silencioso. Por que chorei? Ora, por tudo, num lamento indivisível entre todas as pessoas e acontecimentos que povoavam e povoaram minha existência que se aproximava no limite do crucial dos trinta anos. (Sérgio Santanna, A Senhorita Simpson)

Considerando o relacionamento do narrador-personagem com as mulheres, explique a significação das declarações “ curvado sob o peso da minha solidão” e “ por que chorei? Ora, por tudo”.

Gente, essa questão foi maravilhosa porque permitia ao aluno que leu a obra poder falar sobre os três principais aspectos da novela.

Sobre os relacionamentos cabia contar um pouco sobre a relação com a esposa Antonieta, com as duas empregadas Ana e Lucélia e como Miss Simpson foi que retirou sua marca de sentimentalidade e afetividade. Se vocês se lembraram de Mara Regina, melhor ainda.

Lembrar que aos trinta anos ele estava deixando sua velhice para traz e buscando sua juventude era um aspecto enriquecedor para a questão, mas sobretudo mostrar como ele representa o homem das relações superficiais que quando ele queria amar e relacionamento envolvendo sentimentalidade ele não tinha aceitação por parte das mulheres, sobretudo de Antonieta que o desejou quando ele dissociou sentimento de relação sexual.

UESC - Anulação da questão 05

Gente, a questão 05 trazia o texto de Primeiras Estórias - Famigerado. Porém aparecia como indicação de obra Grande Sertão Veredas. Isso implicaria na resposta já que vocês precisavam da alusão ao texto para responder. Entrem com recurso. É direito de vocês!!!

Recursos

Os recursos quanto à formulação das questões e seus respectivos quesitos e gabaritos deverão ser interpostos até 48 (quarenta e oito) horas após a divulgação do último gabarito.

O(A) candidato(a) interessado(a) em apresentar recurso deverá preencher o formulário padrão e, em seguida, encaminhá-lo ao Protocolo Geral da UESC. Cada recurso deverá ser devidamente justificado.

Não será analisado o Recurso:

  • sem assinatura do requerente;
  • sem os dados referidos no item acima;
  • sem justificativa;
  • sem especificação da questão e da prova a qual se refere;
  • apresentado em conjunto com outros candidatos, isto é, de forma coletiva;
  • entregue após o prazo acima estipulado.

domingo, 16 de janeiro de 2011

ATENÇÃO PARA A ASSINATURA DO E-MAIL E DA CARTA

Gente, lembre-se que na assinatura da carta ou no endereço do e-mail não pode constar o seu. Você poderia ser eliminado pela identificação.
Cuidado com isso!!!!
Boa prova amanhã!!!!

UESC - Revisão de Redação da Prof. Mara Rute

Como fazer uma carta argumentativa no vestibular

Texto Argumentativo /Persuasivo

2.3.1 Características do texto argumentativo/persuasivo

Além de uma dissertação, a prova de Redação do Vestibular Unicamp propõe também uma carta argumentativa. O que diferencia a proposta da carta argumentativa da proposta de dissertação é o tipo de argumentação que caracteriza cada um desses tipos de texto. Como se viu na seção 2.1.1., o texto dissertativo é dirigido a um interlocutor genérico, universal. Por outro lado, a proposta de carta argumentativa pressupõe um interlocutor específico para quem a argumentação deverá estar orientada. Essa diferença de interlocutores deve necessariamente levar a uma organização argumentativa diferente, nos dois casos. Até porque, na carta argumentativa, a intenção é freqüentemente a de persuadir um interlocutor específico (convencê-lo do ponto de vista defendido por quem escreve a carta ou demovê-lo do ponto de vista por ele defendido e que o autor da carta considera equivocado).

É importante justificar por que se solicita que a argumentação seja feita em forma de carta. Acredite, essa é uma opção estratégica feita em seu próprio benefício. O pressuposto é o de que, se é definido previamente quem é seu interlocutor sobre um determinado assunto, você tem melhores condições de fundamentar sua argumentação.

Vamos tentar exemplificar, mais ou menos concretamente, algumas situações argumentativas diferentes, para que fique claro que tipo de fundamento está por trás desta proposta da Unicamp. Imagine-se um defensor ardoroso da legalização do aborto. Perceba que sua estratégia argumentativa seria necessariamente diferente se fosse solicitado a :

  • escrever uma dissertação sobre o assunto, portanto, escrever para o nosso “leitor universal”;
  • escrever ao Papa, para demonstrar a necessidade de a Igreja Católica, em alguns casos, rever sua postura frente ao aborto;
  • escrever a um congressista procurando persuadi-lo a apresentar um anteprojeto para a legalização do aborto no Brasil;
  • escrever ao Roberto Carlos procurando persuadi-lo a incluir, em seu LP de final de ano, uma música em favor da descriminação do aborto.

Você não concorda conosco? Não fica mais fácil decidir que argumentos utilizar conhecendo o interlocutor? É por isso que é tão importante que você, durante a elaboração do seu projeto de texto, procure representar da melhor maneira possível o seu interlocutor, uma vez conhecido. Aliás, nós já dissemos isso na seção 4.1.3 do capítulo 2.

Embora o foco desta proposta seja um determinado tipo de argumentação, o fato de que o contexto criado para este exercício é o de uma carta implica também algumas expectativas quanto à forma do seu texto. Por exemplo, é necessário estabelecer e manter a interlocução, usar uma linguagem compatível com o interlocutor (por exemplo, não se dirigir ao Papa com um jovial E aí, Santidade, tudo em cima?, muito menos despedir-se de tão beatífica figura com Pô, cara, tu é do mal!). Mas que fique bem claro: no cumprimento da proposta em que é exigida uma carta argumentativa, não basta dar ao texto a organização de uma carta, mesmo que a interlocução seja natural e coerentemente mantida; é necessário argumentar.

Retirado de: http://www.convest.unicamp.br/vest99/redacao/item3.html