segunda-feira, 26 de novembro de 2012

UFBA e UESB 2013 - Questões de Sociologia selecionadas pelo professor Roberto José da Silva


          

 O Professor Roberto José  da Silva mestre em Sociologia preparou uma seleção de  questões para deixar vocês prontos para a UFBA e UESB 2013. 


Aqui está a primeira seleção. Em breve novas postagens. Dediquem-se! 


1)    “Poder-se-ia [...] acrescentar à aquisição do estado civil a liberdade moral, única a tornar o homem verdadeiramente senhor de si mesmo, porque o impulso do puro apetite é escravidão, e a obediência à lei que se estatui a si mesma é liberdade”. (ROUSSEAU, Jean-Jacques.  Do contrato social. Trad. de Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova Cultural, 1987. p. 37.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a liberdade em Rousseau, é correto afirmar:

a)  As leis condizentes com a liberdade moral dos homens devem atender aos seus apetites.
b)  A liberdade adquire sentido para os homens na medida em que eles podem desobedecer às leis.
c) O homem livre obedece a princípios, independentemente de eles também valerem para a
sociedade.
d)  O homem afirma sua liberdade quando obedece a uma lei que prescreve para si mesmo.
e)  É no estado de natureza que o homem pode atingir sua verdadeira liberdade.

2) “- Mas a cidade pareceu-nos justa, quando existiam dentro dela três espécies de naturezas, que executavam cada uma a tarefa que lhe era própria; e, por sua vez, temperante, corajosa e sábia, devido a outras disposições e qualidades dessas mesmas espécies.
- É verdade.
- Logo, meu amigo, entenderemos que o indivíduo, que tiver na sua alma estas mesmas espécies, merece bem, devido a essas mesmas qualidades, ser tratado pelos mesmos nomes que a cidade”. (PLATÃO.  A república. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. 7 ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993. p. 190.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a justiça, é correto afirmar:
a)  As pessoas justas agem movidas por interesses ou por benefícios pessoais, havendo a possibilidade de ficarem invisíveis aos olhos dos outros.
b)  A justiça consiste em dar a cada indivíduo aquilo que lhe é de direito, conforme o princípio universal de igualdade entre todos os seres humanos, homens e mulheres.
c)  A verdadeira justiça corresponde ao poder do mais forte, o qual, quando ocupa cargos políticos, faz as leis de acordo com os seus interesses e pune a quem lhe desobedece.
d) A justiça deve ser vista como uma virtude que tem sua origem na alma, isto é, deve habitar o interior do homem, sendo independente das circunstâncias externas.
e)  Ser justo equivale a pagar dívidas contraídas e restituir aos demais aquilo que se tomou emprestado, atitudes que garantem uma velhice feliz.

3) Letra c) “Se todos os homens são, como se tem dito, livres, iguais e independentes por natureza, ninguém pode ser retirado deste estado e se sujeitar ao poder político de outro sem o seu próprio consentimento. A única maneira pela qual alguém se despoja de sua liberdade natural e se coloca dentro das limitações da sociedade civil é através do acordo com outros homens para se associarem e se unirem em uma comunidade para uma vida confortável, segura e pacífica uns com  os outros, desfrutando com segurança de suas propriedades e melhor protegidos contra aqueles que não são daquela comunidade”.
(LOCKE, John.  Segundo tratado sobre o governo civil. Trad. de Magda Lopes e Marisa Lobo da Costa. Petrópolis: Vozes, 1994. p.139.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o contrato social em Locke, considere as afirmativas a seguir.
I.  O direito à liberdade e à propriedade são dependentes da instituição do poder político.
II.  O poder político tem limites, sendo legítima a resistência aos atos do governo se estes violarem as condições do pacto político.
III.  Todos os homens nascem sob um governo e, por isso, devem a ele submeter-se ilimitadamente.
IV. Se o homem é naturalmente livre, a sua subordinação a qualquer poder dependerá sempre
de seu consentimento.
Estão corretas apenas as afirmativas:
4) LETRA B “Hobbes realiza o esforço supremo de atribuir ao contrato uma soberania absoluta e indivisível [...]. Ensina que, por um único e mesmo ato, os homens naturais constituem-se em sociedade política e submetem-se a um senhor, a um soberano. Não firmam contrato com esse senhor, mas entre  si. É  entre  si que renunciam, em proveito desse senhor, a todo o direito e toda liberdade nocivos à paz”.
(CHEVALLIER, Jean-Jacques. As grandes obras políticas de Maquiavel a nossos dias. Trad. de Lydia Cristina. 7. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1995. p. 73.) 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o contrato político em Hobbes, considere as afirmativas a seguir.
I.  A renúncia ao direito sobre todas as coisas deve ser recíproca entre os indivíduos.
II.  A renúncia aos direitos, que caracteriza o contrato político, significa a renúncia de todos os direitos em favor do soberano.
III.  Os procedimentos necessários à preservação da paz e da segurança competem aos súditos cidadãos.
IV.  O contrato que funda o poder político visa pôr fim ao estado de guerra que caracteriza o estado de natureza.
Estão corretas apenas as afirmativas:

5)     “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém!’”.
(ROUSSEAU, Jean-Jacques.  Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Trad. de Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova Cultural, 1997. p. 87.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento político de Rousseau, é correto afirmar:

a)  A desigualdade é um fato natural, autorizada pela lei natural, independentemente das condições sociais decorrentes da evolução histórica da humanidade.
b)  A finalidade da instituição da sociedade e do governo é a preservação da individualidade e das diferenças sociais.
c)  A sociabilidade tira o homem do estado de natureza onde vive em guerra constante com os outros homens.
d)  Rousseau faz uma crítica ao processo de socialização, por ter corrompido o homem, tornando-o egoísta e mesquinho para com os seus semelhantes.
e)  Rousseau valoriza a fundação da sociedade civil, que tem como objetivo principal a garantia da posse privada da terra.

6) LETRA D Emile Durkheim observa que uma condição fundamental para que a sociedade possa existir é a presença de um consenso social. Pois sem consenso não há cooperação entre os indivíduos e, portanto, não há vida social. Este consenso é garantido pelo meio moral que compartilhamos, o qual, por sua vez, é produzido pela cooperação entre os indivíduos através de um processo de interação que Durkheim chamou de divisão do trabalho social. Desse modo, conforme o tipo de divisão do trabalho social que predomina na vida coletiva numa determinada época, tem-se um tipo diferente de solidariedade entre os indivíduos. Durkheim destaca dois tipos de solidariedade: a mecânica e a orgânica. No Brasil, por exemplo, nota-se a influência das idéias  positivistas em boa parte de sua legislação.
 (Adaptado de: RODRIGUES, Alberto T. Sociologia da Educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. p.27-28.)
Considere as afirmativas a seguir, que apresentam artigos e parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT- Edição de 1988) e da Constituição de 1988.
I.  “[São condições para o funcionamento do Sindicato:] a proibição de qualquer propaganda de doutrinas incompatíveis com as instituições e os interesses da Nação [...]”.
II.  “[São prerrogativas dos Sindicatos:] colaborar com o Estado, como órgãos técnicos e consultivos, no estudo e solução dos problemas que se relacionam com a respectiva categoria ou profissão liberal”.
III.  “[Dos direitos e deveres individuais e coletivos:] a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento”.
IV.  “[Da Organização Sindical:] A solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou conexas constitui o vínculo social básico que se denomina aqui categoria econômica”.

7)  A desigualdade social e a concentração fundiária têm marcado a sociedade brasileira e  tem sua origem desde o processo de colonização portuguesa que  instaurou o regime de sesmarias que, era o regime de posse da terra vigente em Portugal e que foi transplantado para  o  Brasil.  Nesse  regime  o  agricultor  tinha  o  direito  de  posse  e  o  rei  (ou  o  Estado) mantinha o domínio das  terras. No entanto, no período de colonização apenas os brancos, “puros  de  sangue”  e  católicos  tinham  o  direito  à  posse  da  terra,  enquanto  que  escravos, índios,  judeus, mouros, etc. não  tinham o mesmo direito. Assim, os senhores de engenho, que  eram  “puros”  obtinham  uma  grande  área  para  plantar  cana-de-açúcar,  enquanto  a maioria da população não tinha o direito da posse pela terra, pois eram escravos e índios.
  O modelo colonial no Brasil se  constituiu  por  meio  de  três  componentes fundamentais  na  organização  social,  quais  sejam:  a  grande  propriedade  fundiária,  a monocultura de exportação e o trabalho escravo. Nesse contexto, é importante destacar  que  a  forma  familiar  de  produção agropecuária sempre esteve presente desde o processo de ocupação do Brasil, no entanto, a  produção  familiar  existia  de  uma  forma  subordinada  à  grande  propriedade,  produzindo principalmente produtos alimentícios, como cereais para a subsistência e para o consumo de pequenos mercados locais, pois, as grandes lavouras, na época, só produziam cana-de-açúcar para ser escoado para Portugal.
Apesar  das  derrotas  políticas  os  movimentos  sociais  de  luta  pela  terra, principalmente  o  MST,  com  o  apoio  da  CPT,  seguiram  crescendo  e  se  expandido  pelo território  nacional  aumentando  o  número  de  integrantes  e  simpatizantes  que,  por conseqüência  amplia  o  poder  de  pressão,  principalmente,  por  meio  de  ocupações  e realização  de  acampamentos  em  grandes  fazendas  improdutivas  ou  com  títulos  de propriedade  contestados.  Assim,  em  meados  da  década  de  1990  o  MST  atinge  uma repercussão  nacional  com  ocupações  de  várias  fazendas,  principalmente  no  Pontal  do Paranapanema, passando assim a entrar na mídia e ganhar boa parte da opinião pública a seu favor.
Dessa  maneira,  devido  à  pressão  dos  movimentos  sociais  de  luta  pela  terra, principalmente a partir de meados da década de 1990, o governo federal, com a presidência de  Fernando  Henrique  Cardoso,  começa  a  acelerar  os  processos  de  desapropriação  de terras e a  intensificar a  implantação de assentamentos rurais.
A reforma agrária hoje  possui  uma  grande  importância,  principalmente  no  âmbito social. È unânime entre os estudiosos favoráveis à reforma agrária a sua importância social, como uma política de distribuição de renda e de  inclusão social,  “desafogando” pequenos arrendatários, parceiros, meeiros, e minifundiários e proporcionando a oportunidade de uma grande  parte  de  pessoas  que  estão  nas  periferias  das  grandes  cidades  e  excluídos  do mercado  de  trabalho  e  que  foram  expulsas  do  espaço  rural  nas  décadas  de  1960/1970 migrando  para  as  cidades,  em  decorrência  da  cruel  modernização  conservadora  e  da industrialização do país, voltarem para o campo, agora com as condições para produzir de maneira viável, resgatando assim sua dignidade.
Questão agrária brasileira: origem, necessidade e perspectivas de
reforma hoje. Wagner Miralha
REVISTA NERA – ANO 9, N. 8 – JANEIRO/JUNHO DE 2006 – ISSN 1806-6755


No Brasil, ao refletir sobre a Estrutura Agrária e os Movimentos Sociais no Campo, é correto afirmar que
I.             o aumento no volume da produção agrícola não eleva automaticamente os níveis de renda e emprego de parcela da população mais pobre que vive nas áreas rurais, ocasionando, pelo menos desde os anos de 1960, um deslocamento dessa população para as áreas urbanas.
II.           o desenvolvimento capitalista da agricultura se baseou na produção intensiva, que optou por maior uso de adubos, inseticidas, máquinas e trabalho assalariado.
III.          a luta pela democratização do acesso à terra teve como principais defensores, nos anos de 1945 a 1964, as Ligas Camponesas e, na atualidade, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
IV.              a exploração capitalista das atividades agropecuárias intensificou a concentração fundiária, tornando a necessidade da reforma agrária um consenso na sociedade brasileira.
V     o avanço do capitalismo no campo garantiu aos assalariados rurais um lote mínimo para o plantio de subsistência, gerando um  significativo processo de democratização do acesso à terra.

Estão corretas apenas:
a)   I, II e III.
b)    II, III e IV.
c)    III, IV e V.
d)    IV e V.

8) O conceito de cidadania sempre esteve fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a um cargo público (indireto).[3] No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade
Os direitos políticos são regulados no Brasil pela Constituição Federal em seu artigo 4, que estabelece como princípio da participação na vida política nacional o sufrágio universal. Nos termos da norma constitucional, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos, e facultativos para os analfabetos, os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos e os maiores de setenta anos.
A Constituição proíbe o alistamento eleitoral dos estrangeiros e dos brasileiros conscritos no serviço militar obrigatório, considera a nacionalidade brasileira como condição de elegibilidade e remete à legislação infra-constitucional a regulamentação de outros casos de inelegibilidade (lei complementar n. 64, de 18 de maio de 1990).

Sobre a cidadania no Brasil, assinale o que for correto.

I.                    Durante o governo de Getúlio Vargas, entre 1930 e 1945, pela primeira vez, os direitos sociais foram universalizados, chegando a amplas parcelas da sociedade brasileira. Esse processo foi acompanhado pelo fortalecimento e pela autonomia das organizações operárias. 
II.           Os Estatutos da Criança e do Idoso exemplificam as modificações recentes que a cidadania sofreu no contexto brasileiro, incorporando novas demandas ao seu conteúdo.
III.                A Constituição de 1988, apesar de ser denominada por muitos Constituição Cidadã, não produziu mudanças legais significativas em termos de extensão dos direitos de cidadania.
IV.         O Fórum Social Mundial  resultou da iniciativa de alguns brasileiros e é um movimento que se posiciona contra a atual ordem econômica globalizada, que tem restringido direitos sociais de cidadania até então assegurados por leis. 
V.                A extensão dos direitos de cidadania às classes populares esteve, historicamente, sob o controle estrito das elites, já que não houve movimentos sociais capazes de questionar essa situação. 

Estão corretas apenas:
A)   I, II e III.
B)     II, III e IV.
C)   III, IV e V.
D)   II e IV.
E)     II e III

9)
Considere a seguinte afirmação:
“A democracia no Brasil é algo muito recente e ainda está se consolidando. Ela continuará crescendo se as regras institucionais para as eleições e o exercício do poder forem ampliadas, para possibilitar a participação da população, e se os movimentos sociais tiverem mais liberdade para lutar pela manutenção dos direitos fundamentais e a criação de novos direitos. Somente quando a maioria da população tiver educação de qualidade, condições de se alimentar adequadamente e condições de vida social decente poderemos ter democracia no Brasil. Enquanto isso, temos uma democracia ‘capenga’”. (TOMAZI, Nelson.  Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Atual, 2007, p. 124).
Sobre a análise exposta, assinale o que for correto. 
I.             Podemos deduzir do texto que, para o autor, a qualidade de um regime democrático pode variar no tempo e no espaço. Ele nos sugere que a presença e a estabilidade do sistema eleitoral são apenas indicadores mínimos para definir o grau de democracia que existe em uma determinada sociedade. 
II.                  Podemos concluir do texto que, em uma democracia, os partidos políticos não são tão importantes. Assim, a democracia brasileira seria melhor se as regras eleitorais reconhecessem os movimentos sociais como instituições de representação, e não os partidos políticos.
III.          Podemos concluir do texto que as deficiências da democracia brasileira têm relação com o fato de que tivemos, ao longo da história republicana, a vigência de longos períodos de regimes autoritários. 
IV.              De acordo com o texto, a consolidação da democracia brasileira não depende de mudanças na estrutura jurídica do Estado. 
V.           Para o autor, a qualidade de uma democracia pode ser medida observando-se os seguintes indicadores: as regras institucionais vigentes, as condições dadas para a construção de ações coletivas e a maneira como os recursos materiais estão distribuídos.


Estão corretas apenas:
A)   I, II e III.
B)     II, III e IV.
C)  I, III e V.
D)   II e IV.
E)     II e III


10) Leia o que escreve Antônio Bivar (O que é punk, Editora Brasiliense, 2001):

“Em 1976 o punk é mais uma revolução de estilo que político. Mais sentimento que consciência. Quando a imprensa começa a usar de retórica para explicar o punk, chamando o movimento de político, Johnny Rotten retruca: “A imprensa não sabe o que diz. Como é que posso ser político se nem sei o nome do primeiro ministro!”.”

Considerando o que a sociologia explica sobre artes e movimentos, mais o lido, está correto dizer que

a) o movimento punk integrou com outros movimentos culturais das décadas de 1960-1970, os quais tinham estilos totalmente diferentes entre si e com relação a este, o movimento mais amplo que foi a contracultura.

b) o movimento punk estava ligado apenas ao campo estético da manifestação.

c) a essência do movimento punk é o uso constante da indumentária em couro ou tecidos rústicos, uso da cor preta e cortes radicais de cabelos.

d) a arte punk na realidade é de matriz social conservadora, própria das classes menos abastadas da sociedade.

e) a imprensa da época, como a de agora, nada tinha a dizer de tais movimentos musicais e similares, pois estes são efêmeros, daí não serem possíveis de apreensão e análise.
 11)  “Na segunda metade do século XX, a tendência à superação das ideias racistas permitiu que diferentes povos e culturas fossem percebidos a partir de suas especificidades. Grupos de negros pressionaram pela adoção de medidas legais que garantissem a eles igualdade de condições e combatessem a segregação racial. Chegamos então ao ponto em que nos encontramos, tendo que tirar o atraso de décadas de descaso por assuntos referentes à África”.

Marina de Mello e Souza. A descoberta da África. RHBN, ano 4, n. 38, novembro de 2008, p. 72-75.

A partir deste texto e do conhecimento da sociologia a respeito da questão racial em nosso país, é possível afirmar que

a) autores como Gilberto Freyre, Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Darcy Ribeiro, entre outros tantos autores, são importantes por chamarem a atenção do país para o papel dos negros na construção do Brasil e da brasilidade, e as formas de exclusão explícitas e implícitas que sofreram.

b) apesar de relevante a luta contra o preconceito racial, o estudo da África só diria respeito ao conhecimento do passado, do período do Descobrimento do Brasil até a abolição da escravidão entre nós.

c) estudar a África só nos indicaria a captura e a escravidão de diferentes povos africanos, tendo em vista que raça e o racismo são categorias ideológicas as quais servem para encobrir as fortes tensões sociais existentes entre a imensa classe de pobres e o seu oposto a dos ricos.

d)a autora quer dizer que devemos hoje operar cada vez mais com categorias tais como a especificidade da raça negra, da raça branca, da raça amarela e outras mais.

e) nenhuma das alternativas está correta.


12) Leia com atenção a noticia jornalística e responda o que pede a questão.

Índios pataxós invadem cinco fazendas no sul da Bahia

O agente disse à Agência Brasil que índios da Aldeia Caramuru-Paraguaçu invadiram as fazendas antes de o dia amanhecer, segundo relatos de fazendeiros que procuraram a delegacia local para registrar as ocorrências e notificaram que mais de 30 pessoas estão reféns dos índios.
O policial informou que as invasões têm se tornado corriqueiras na disputa pela posse de 54 mil hectares de terras nos municípios de Pau Brasil, Camacan e Itaju da Colônia, e ele teme que haja "derramamento de sangue" na região enquanto não houver definição sobre a propriedade das terras. Até porque, segundo Bonfim, as polícias Civil e Militar do estado "pouco ou nada podem fazer", uma vez que as terras são consideradas como área de reserva federal e as forças auxiliares não têm acesso ao local, a não ser que a Polícia Federal (PF) solicite nosso apoio, acrescentou.
Sagro Bonfim disse que a unidade da PF mais próxima fica em Ilhéus, a mais de 150 quilômetros do local, e foi avisada do ocorrido no início desta manhã, mas adiantou que os federais só irão à reserva nesta segunda-feira, 16, ocasião em que as autoridades dos municípios afetados terão uma visão mais exata a respeito das invasões e de seus efeitos. Ele acrescentou que não há, por enquanto, nenhuma informação sobre a existência de feridos nas invasões deste domingo, mas revelou que o clima é de tensão na região, a ponto de os habitantes de Pau Brasil terem feito barricadas nos acessos à cidade para evitar a circulação dos índios, que reclamam a posse das terras há 28 anos. Uma Ação Cível Originária (ACO 312) protocolada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) no Supremo Tribunal Federal (STF) assegura que a área foi demarcada como reserva indígena em 1936, mas o governo estadual concedeu títulos de posse a fazendeiros da região em anos posteriores, gerando o conflito.
Em vista disso, a Funai ajuizou a ACO 312 para garantir aos Pataxós Hã Hã Hãe a posse e o usufruto da terra indígena Caramuru-Paraguaçu. A ação foi a plenário em 2008, quando o ex-ministro Eros Grau, então relator do processo, manifestou-se favorável à ação da Funai. O ministro Carlos Alberto Menezes Direito solicitou vista, mas morreu sem reencaminhar a matéria, e seu substituto, o ministro Dias Toffoli, declarou-se impedido por ter atuado no processo quando advogado-geral da União.
JORNAL  ESTADÃO
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,indios-pataxos-invadem-cinco-fazendas-no-sul-da-bahia,861445,0.htm

Quanto aos índios brasileiros, a partir dos estudos sociológicos já feitos e existentes hoje, está correto dizer que

a) estão em via de extinção posto serem culturas primitivas e atrasadas com relação à sociedade brasileira, daí se inviabilizarem como grupo social .

b) não há mais índios no país, posto que só existiriam índios quando da descoberta do Brasil e no período Colonial, quando pelas guerras, doenças e outros fatores advindo do contato com os colonizadores,vieram a se extinguir.

c) apesar das desigualdades sociais imensas que sofreram e sofrem, marginalizando-os, eles continuam presentes marcando, atualmente, muito melhor suas identidades e pertencimentos culturais específicos, abrindo e conquistando espaços políticos dentro da sociedade brasileira.

d) não mais existem índios no Brasil, pois que todos eles já entraram na sociedade brasileira, adquirindo os bens e serviços desta, daí não haver mais nenhuma cultura indígena pura, verdadeira, a qual possamos nos referir como legitimamente indígena.

e) Nenhuma das alternativas está correta.

13)  O conceito de cidadania é considerado um dos mais importantes nas Ciências Sociais. Diz respeito à participação de um cidadão na comunidade, e no compartilhamento de valores comuns. Pode-se dizer que, nos últimos anos, a construção da cidadania diz respeito à própria construção da nacionalidade. Para que ela se realize plenamente, o cidadão pleno seria aquele titular de três direitos fundamentais: os direitos civis, os direitos políticos e os direitos sociais. Entre as questões abaixo, assinale a alternativa referente às características dos direitos civis.

a) Diz respeito à participação no governo da sociedade, de fazer demonstrações políticas. Através dele podemos discutir problemas do governo, de organizar partidos, de votar, de ser votado.

b) Diz respeito à vida em sociedade que garante a participação das pessoas no governo; garante a participação na distribuição das riqueza coletiva; incluem o direito à saúde, a um salário justo, aotrabalho, à aposentadoria, enfim, um mínimo bem-estar para todos.

c) Diz respeito aos direitos essenciais à vida, ao direito de propriedade e à igualdade perante a lei. Trata-se de um direito que se desdobra na garantia de ir e vir, de escolher o seu próprio trabalho, de liberdade de expressão, de não ser condenado sem processo legal regular, de garantias da liberdade individual.

d) Diz respeito aos elementos que garantem a existência de uma máquina burocrática administrativa do Poder Executivo. A ideia central desse direito é a justiça social.

e) Diz respeito à participação de poucos indivíduos no governo da sociedade. Está mais voltado para pessoas vinculadas a partidos políticos que elaboram projetos sociais.



 Os problemas referentes à questão agrária estão relacionados, essencialmente, à propriedade da terra, consequentemente à concentração da estrutura fundiária, aos processos de expropriação, expulsão e exclusão dos trabalhadores rurais: camponeses e assalariados; à luta pela terra, pela reforma agrária e pela resistência na terra; à violência extrema contra os trabalhadores, à produção, abastecimento e segurança alimentar; aos modelos de desenvolvimento da agropecuária e seus padrões tecnológicos, às políticas agrícolas e ao mercado, ao campo e à cidade, à qualidade de vida e dignidade humana. Por tudo isso, a questão agrária compreende as dimensões econômica, social e política. (FERNANDES, 2001, p. 23-24).

Com base na ilustração, no texto e nos conhecimentos sobre o espaço agrário, analise as questões abaixo:
I.              A desigual distribuição das terras, herança do modelo econômico que se implantou recentemente no país, trouxe como consequência os atuais conflitos sociais no campo e a fixação, cada vez maior, do homem nas áreas rurais em função da chegada da modernização agrícola.
II.            O movimento das “Ligas Camponesas”, originado no início do século passado, deve ser entendido como uma manifestação local dos produtores rurais do agreste pernambucano contra a alta dos impostos.
III.           A  luta por terra é uma importante dimensão da questão agrária e os movimentos sociais dela resultantes se configuram em ações dos trabalhadores, que envolvem processos de expropriação, expulsão e exclusão social.
IV.          A modernização da agricultura e da pecuária é bastante equilibrada nas diversas regiões do país, originando grande produtividade de alimentos com farta dieta alimentar da população.
V.           O modelo de reforma agrária vigente no país vem assegurando o acesso à terra, proporcionando recursos necessários para ela produzir e atingindo grande número de trabalhadores rurais.
VI.          O MST representa diferentes expressões de contestação, seja contra a desapropriação de terras pelo Estado, a exemplo da região de Itaipu, seja contra a permanência de latifúndios improdutivos, como áreas no interior do Norte e do Nordeste.

Está correto apenas o que se afirma em:

A)   I, II e III
B)   I, II e IV
C)   III e VI
D)   IV, V e VI
E)   Todas estão corretas.

UFBA reabre inscrições - Sua chance!


A partir desta terça-feira, dia 27, os interessados em inscrever-se para o processo seletivo de ingresso aos cursos de graduação da Universidade Federal da Bahia, terão nova oportunidade, pois a universidade reabriu as inscrições para o Vestibular 2013, em Salvador, Vitória da Conquista e Barreiras, nas modalidades de Curso de Progressão Linear (CPL), Bacharelado Interdisciplinar (BI) e Curso Superior em Tecnologia (CST). A reabertura, cujo prazo estende-se até o próximo dia 5 de dezembro, deu-se, “devido à necessidade da UFBA em se adaptar integralmente à Lei nº 12.711, de 29/08/12 e Decreto nº 7.824, de 11/10/12 que instituiu as cotas”, informou o pró-reitor de graduação, Ricardo Miranda.
Para atender à nova legislação, houve modificação na distribuição das vagas, readaptando critérios como o percentual reservado às cotas, que antes era de 45% e agora passa para 50% do total de vagas oferecido em todos os cursos. Além disso, acrescenta o pró-reitor, poderão concorrer às cotas todos os estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública, abolindo a exigência de mais um ano do ensino fundamental em instituição pública.
Ele também destaca que a destinação das vagas, segundo à identificação étnica, estará em conformidade com a distribuição étnica estabelecida no censo populacional do Estado da Bahia e não à população da cidade de Salvador. Um novo viés que passará a ser considerado para a inserção nas cotas será a renda familiar do estudante que deve ser inferior ou igual a um salário mínimo e meio, afirmou Miranda.
Neste novo período, o candidato já inscrito poderá fazer automaticamente, sem ônus, as alterações referentes à participação no sistema de cotas, modificado pela nova legislação. Apesar das mudanças, novas inscrições poderão ser feitas observando as mesmas condições estabelecidas pelo Edital de Inscrição de 05/09/12. O prazo para pagamento da taxa vai até o dia 06 de dezembro de 2012. Mais informações podem ser obtidas noedital publicado hoje.
https://www.ufba.br/noticias/ufba-reabre-inscri%C3%A7%C3%B5es-para-o-vestibular-2013

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

FACEBOOK , para não nos esquecermos - Fotografias que marcaram a história

Segundo  Silvio Tender no seu documentário Utopia e Barbárie  defende que  a memória não deve ser apagada e as imagens não devem ser  apenas imagens. elas precisam ter história sentido. Então, mais do que o vestibular  esse post é para a vida de vocês, para a construção de saberes e sentidos de que sonhamos utopias, e muitas vezes produzimos barbáries. 

O Nosso  desafio é que hoje você troque sua imagem no Face  e coloque uma dessas fotos para que todos possam refletir e lembrar, ou, escolha uma e traga a memória. 


 A menina Afegã
Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafo Steve McCurry, em junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados Nasir Bagh do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética. Sua foto foi publicada na capa da National Geographic em junho de 1985 e, devido a seu expressivo rosto de olhos verdes, a capa converteu-se numa das mais famosas da revista e do mundo. No entanto, naquele tempo ninguém sabia o nome da garota. O mesmo homem que a fotografou realizou uma busca à jovem que durou exatos 17 anos. Em janeiro de 2002, encontrou a menina, já uma mulher de 30 anos e pôde saber seu nome. Sharbat Gula vive numa aldeia remota do Afeganistão, é uma mulher tradicional pastún, casada e mãe de três filhos. Ela regressou ao Afeganistão em 1992.
 No dia 4 de setembro de 1957, Dorothy Counts tivera o seu primeiro dia de aula na Universidade de Harry Harding, na Carolina do Norte (EUA). Ela foi a primeira estudante negra admitida numa escola pública americana (de brancos), e assim sendo, tal ato de enorme coragem desafiara toda uma mentalidade mesquinha e atrasada, de muitos dos habitantes da Carolina do Norte.
Acompanhada de seu pai, Dorothy (aos 15 anos de idade) foi fotografada pela imprensa (foto de Douglas Martin) a testemunhar a violência que eclodiu naquele período. Embora a constituição garantisse direitos iguais, tal prática não era plenamente exercida na realidade. A esposa de John Z. Warlickthe (líder do “Conselho de cidadãos brancos”) instigou os garotos para manterem-na fora da escola e também pediu as moças para cuspirem nela. Todavia, com todas estas barreiras Dorothy se manteve firme e calma, caminhando sem reagir diante da multidão que a seguia. Muitos faziam gestos obscenos, enquanto outros atacavam pedras. 




Primeira foto endoscópica da história

A vietnamita Kim Phuc, 9 anos, corre em desespero para escapar do vilarejo de Trang Bang após ataque aéreo com napalm por forças do Vietnã do Sul. Na imagem, a garota sempre vai ter 9 anos e gritará “Muito quente! Muito quente” ao fugir correndo nua de um vilarejo vietnamita com partes do corpo cobertas por Napalm. Ela sempre será uma vítima sem nome. No entanto, Kim Phuc, a menina da foto, passou grande parte de sua vida tentando não se tornar vítima da imagem que a tornou famosa mundialmente, ainda que pouquíssimas pessoas soubessem quem realmente era ela.

Ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1994 e publicada pelo The New York Times, a foto foi tirada em 1993 no Sudão, pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter(1960-1994). Esta descreve uma criança faminta sem forças para continuar rastejanado para um campo de alimento da ONU, a um quilômetro dali. O urubu espera a morte desta para então poder devorá-la. Carter disse que esperou em torno de vinte minutos para que o urubu fosse embora, mas isto não aconteceu. Então rapidamente tirou a foto e fez o urubu fugir dali, açoitando-o. Em seguida, saiu dali o mais rápido possível.


O fotógrafo criticou duramente sua postura por apenas fotografar, mas não ajudar, a pequena garota: “Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez tambem seja um predador, outro urubu na cena.”, teria dito. Um ano depois o fotógrafo, em profunda depressão, suicidou-se. O paradeiro da criança é desconhecido.



 Anne Frank , foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do holocausto, que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentração. Ela se tornou mundialmente famosa com a publicação póstuma de seu diário, no qual escrevia as experiências do período em que sua família se escondeu da perseguição aos judeus dos Países Baixos. O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX.




menino faminto e um missionário. O fotógrafo Mike Wells recusou-se a receber o prêmio de melhor foto de 1980.


Soldado fugindo para o lado ocidental em Berlin 

Terra fotografada pelo Apolo 8 

domingo, 4 de novembro de 2012

Redação do Enem 2012 tem que ser feita assim


Para colher  amanhã....
Tranquilidade....
1.    Acorde no mesmo horário de sempre.
2.    Salmos 23
3.    Pensamento positivo. Vá ao Face e poste que sabe o tema de redação. Sério. Você sabe.
4.    Tome café da manhã. Ouça música e releia algumas de  suas redações ou redações modelo – sobretudo a conclusão para decorar.  Tente se lembrar dos  temas da prova de  ontem. No geral eles devem ser eliminados, mas a prova estava  diferente não estava? Então não o descarte.
5.    Já  sabe Pule ouvindo Firework.  Pegue o ônibus  ou vá no carro ouvindo música e fazendo  o mesmo de ontem.
6.    Chupe laranja, almoce, coma maçã.....
7.    Redação na mão? Leia o tema – Leia os textos inspiradores e faça uma interpretação de dois em uma ou duas  linhas. Será seus argumentos, não precisa pensar em algo diferente. Lembre-se: eles existem para serem interpretados. Anote exemplos capazes de explicá-lo.
8.    Agora anote do lado do seu rascunho o esquema:
INTRODUÇÃO – Frase chave. Elemento de  ligação + verdade 1. Elemento de  ligação. Verdade 2.
9.    Agora  tente encaixar a  interpretação que  vc fez no esquema. Viu o rascunho sai rapidinho.
10.                      Faça  o que você sabe  das  outras provas depois passe  sua redação a limpo. Tente não mudar muito, mas  acrescentar novos exemplos caso você se lembre. Lembre-se de fazer um novo período e não fazer três exemplos em uma frase só. Mata vc.
11.                      Conclusão já sabe. Use Eduardo, Milton, para os gregos......detalhe a  solução. Faça uma frase  massa para ligar ao seu título.
12.                      Vá ao banheiro. Coma  chocolate  e volte Fernandinho Beira Mar.....estratégia de  guerra .... não sabe, mas vai acertar!!!!!!!!!!!!!!!!!
13.                      Agradeça a  Deus....ah! ia esquecendo da risadinha quando pegar o tema.....
14.                      Pois é...entregue a prova porque você vai ser universitário em 2013. Foi uma honra ter estado com você. E se alguém dúvida. Elimine-o da Guerra ao seu lado!

Sério. O tema não importa. Eu sei que eu falei dele para vcs. E daí? Siga o esquema......
E já sabem....se lembrarem de mim na prova agradeça a Deus porque Ele me usou. Eu nada sou. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mais reflexões...










A Odisseia do espelho – Márcio  Porto
Dentro do contexto de relativismo presente na contemporaneidade,  que torna tudo volúvel e volátil, o conceito de beleza constantemente sofre alterações. O homem pós-moderno insatisfeito com a sua imagem se lança em uma busca infindável para se enquadrar no inatingível significado da perfeição.
A incansável busca pela beleza presente na atualidade é fruto de um sistema midiático que vende estereótipos de corpos perfeitos que nunca se valerão de uma conquista. Essa metamorfose que constantemente sofrem os padrões de beleza gera uma insatisfação no homem pós-moderno que desenfreadamente busca diferentes canais para se alcançar o inalcançável. Academias de ginástica, alimentos light e diet’s, cosméticos e, principalmente, as intervenções cirúrgicas são os armas mais utilizadas para se “atingir” a tão sonhada perfeição.
Esse descontentamento com o que se ver vê refletido pelo espelho, associado à cobiça do corpo idealizado, promove uma produção massiva de “Narcisos às avessas” em plena contemporaneidade. Dessa forma, a humanidade mergulhada em um individualismo embebecido pela insatisfação do corpo, ver-se se vê introduzida em um ciclo vicioso, infindável e alienante repletos de riscos para se alcançar o “reflexo perfeito”. A vigorexia, a anorexia, o TOC e a bulimia são alguns algozes desses Narcisos modernos que, diferentemente do cantado por Caetano Veloso, acham feio o que é espelho.
O homem, ao submeter-se a essa “Odisseia” da beleza, torna-se passivo ao autojulgamento de sua imagem, podendo alcançar a destruição psicológica e física do seu ser. Assim sendo, valer-se racionalmente dos diferentes canais  para se conseguir uma imagem satisfatória refletida no espelho é uma forma de se evitar o fim trágico do Narciso mitológico.




A tirania da beleza:
Reflexões sobre a colonização do corpo na contemporaneidade
Bacharel, Licenciada e Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP.
Resumo:

Considerando o fenômeno do culto ao corpo aprofundado na contemporaneidade bem como o aumento da insatisfação dos indivíduos com a própria aparência, o presente artigo buscou analisar alguns processos socioeconômicos que, historicamente, contribuíram para a formação de um amplo e lucrativo mercado direcionado aos cuidados corporais e, nesse aspecto, realizou uma reflexão acerca das novas formas de colonização do corpo presentes na “cultura do consumo”.


Historicamente o corpo tem se mostrado de várias formas e em algumas conjunturas ele tem sido fundamental para compreender e expressar as características da organização societal a qual se insere. Assim, embora o corpo humano seja constituído por elementos biológicos, ele é, sobretudo, uma construção sócio-cultural, de tal modo que, em qualquer sociedade, o corpo sempre estará submetido a um conjunto de normas e práticas de interdição, fruição, controle etc.
As modificações no corpo estiveram presentes em diferentes épocas e civilizações. A ornamentação e as marcações utilizadas no neolítico, as tatuagens e brincos dos povos maoris (nativos da Nova Zelândia), o embranquecimento da pele na antiguidade, o espartilho da era moderna, entre muitos outros, serviram aos mais diversificados fins: para embelezar, para marcar uma classe social, como meio de divindade, como modo de pertencimento ou de exclusão a um grupo ou em relação ao mundo natural etc.
Entretanto, a partir dos desdobramentos do capitalismo e do processo de secularização que se afirmam na Modernidade, ocorre a desvinculação do homem com o mundo natural, inaugurando o princípio da percepção da existência do indivíduo no interior de seu funcionamento corporal; ainda assim, a valorização da dimensão corporal coexistia e era secundária as utopias identificadas no início desse período (SILVA, 2001)
No século XIX, com o desenvolvimento e a expansão industrial capitalista, se necessitou disciplinar o corpo do trabalhador assalariado para este se tornar apto a acompanhar o ritmo da máquina e, com isto, auferir maiores lucros aos proprietários dos meios de produção. Por esses e outros aspectos, estabeleceu-se um rompimento com os padrões considerados elegantes até então; ao contrário de trabalhadores mais robustos, exigiu-se trabalhadores magros, classificados como portadores de grande destreza e habilidade.
Nesse momento, se consolidava na medicina uma concepção de mundo que instituiu, ao nível do saber e das práticas terapêuticas, uma vinculação entre medicina e ciência (sobretudo das duas principais correntes do pensamento científico da Modernidade: o Racionalismo e o Empirismo), do qual a objetividade, o certo e o indubitável na investigação do fenômeno enfeixavam o projeto central. Deste modo, a medicina (aliada à ordem socioeconômica), tomando o corpo como “objeto” homogêneo, atuou a partir das determinações específicas de uma sociedade de classes e criou tabelas de base para a definição dos valores da média da população em peso, idade e nas aparências físicas pré-determinadas. Tais tabelas estabeleciam os “pesos desejáveis” para os indivíduos e foram derivadas do critério de utilidade do mundo do trabalho. (POLACK, 1971)  .
Por conseguinte, o rendimento necessário ao dispêndio da força de trabalho acabou se tornando o parâmetro fundamental daquilo que se denominou de normalidade. Segundo Silva (2001), a formulação das tabelas de base, é um dos exemplos das determinações socioeconômicas sobre o procedimento técnico-instrumental da medicina que ficam obscurecidas pela cortina da neutralidade dos números e de levantamentos empíricos extensivos. Ao se utilizar desses procedimentos, transformou-se a saúde em um sinônimo da capacidade objetivável de rendimento.
Após a segunda metade do século XIX, a emergência da fotografia no campo científico, decompondo e investigando os movimentos do corpo animal e humano, contribuiu ainda mais para desenvolver uma concepção do corpo que o compreendeu como uma máquina em ação. A medicina fez do movimento corporal um símbolo efetivo de saúde, um modo fundamental de expressão de qualidade de vida.
Assim, a estrutura industrial e o discurso médico contribuíram para o surgimento de uma consciência mecânica do corpo, indispensável ao desenvolvimento do pensamento esportivo. Ao conceber o corpo menos como uma entidade e mais como um processo, sobre o qual se podia intervir para adequá-lo e agilizá-lo, abria-se, então, a possibilidade para a remodelação e reconstrução do corpo. Mas foi com o aprofundamento da “cultura do consumo”[1] que o corpo passou a ser explorado como objeto rentável.
A disseminação dos esportes, o fenômeno da moda e o cinema, este último favorecendo a criação de ídolos através de Hollywood, ajustou a indústria de cosméticos à indústria cultural o que, por sua vez, contribuiu decisivamente nesse processo de valorização de ideais e padrões de beleza.
A superprodução industrial de mercadorias sustentando o american way of life (estilo de vida americano) e aprofundando a “cultura do consumo” de massas se lançou, após a segunda metade do século XX, ao mercado de bens e serviços destinados à manutenção do corpo. Impérios industriais, com atividades diversificadas, invadiram o mercado, produzindo aparelhos de ginástica, suplementos nutricionais, vitaminas ou ainda publicando revistas especializadas sobre boa forma, saúde, regimes alimentares e cuidados corporais (COURTINE, 1995)[2].

Todo esse arsenal se vinculou à indústria do lazer e do turismo, da alimentação e do conforto, formando, portanto, novas bases para uma colonização do corpo. Se num primeiro momento recomendava-se a dissimulação como meio de “sanar” os problemas físicos, usando roupas e produtos adequados, buscando uma “camuflagem”, após a “liberação do corpo” e da exposição do corpo nu, essa dissimulação foi substituída pela ênfase em torno da construção de uma beleza autêntica, sem dissimulações, oferecidas pelas mais diversas intervenções cirúrgicas.
Conforme explica Sant’Anna (2001), ao ideal do corpo máquina, produtor de energia, peculiar às sociedades industriais, acrescentou-se a imagem do corpo produtor de informações. Transformados em equivalentes gerais de riqueza, células, órgãos, genes, embriões, corpos humanos e não humanos começaram a gerar lucros elevados servindo ao utilitarismo biotecnológico.
A concepção de corpo atual está diretamente ligada ao desenvolvimento da medicina que, deste o século XIX, atribuiu conotações positivas à magreza, correlacionando o excesso de peso a inúmeras doenças. No entanto, mercados como os da publicidade, da estética, da moda são hoje os principais divulgadores de um corpo ideal. Procura-se, assim, instituir uma excelência corporal, que constitui o resultado do que deve ser atingido, ou do qual se procura aproximar-se.
Cuidar do corpo tendo em vista a melhor aparência vai se tornando, gradativamente, uma necessidade para os indivíduos. Esta necessidade de aperfeiçoar o corpo é seguida e estimulada pela expansão de conhecimentos concernentes ao corpo nas áreas de estética, alimentação, saúde e educação, além de técnicas e produtos que lhes correspondem. Estrutura-se, dessa forma, um mercado das aparências, representado por inúmeros profissionais especializados em tratamentos de pele, cabelo, gordura, pêlos, unhas etc e instrumentos de atuação que se encontra em livre desenvolvimento (instrumentos e produtos para modelar e alisar os cabelos, aparelhos de eletro-choque para fortalecer o abdômen, raio-laser para remover pêlos, máquinas de bronzeamento, agulhas contra celulite, shakes para emagrecer, entre muitos outros).
Desta forma, as relações que o mercado estabelece com a expectativa de corpo predominante são múltiplas, criando sempre demandas corporais e novas exigências aos indivíduos. A ciência assim como os meios de comunicação, por meio de sua suposta neutralidade e objetividade, penetrou em todos os recantos da vida. Além da poderosa tarefa de esquadrinhar e normatizar o corpo, oferecem os mais diversos meios para sua fabricação.
De acordo com a filósofa norte-americana Susan Bordo (1993), a fantasia de construir um corpo perfeito, esteticamente belo, magro e jovem é alimentada pelo capitalismo consumístico, pela ideologia moderna do interesse por si que se cristalizou na cultura de massa americana. Para a filósofa, o extremo dessa fantasia localiza-se na ciência e na tecnologia ocidentais que, originariamente vinculadas ao mau funcionamento, gerou uma indústria e uma ideologia alimentada pela fantasia do remodelamento, transformação e correção; uma ideologia do melhoramento e da mudança sem limites que representa um desafio à historicidade, à moralidade e à própria materialidade do corpo (BORDO, 1993). Diante disso, o eixo da problemática da magreza, tão incentivada nos nossos dias e que pode levar ao aumento da incidência de anorexia e de bulimia, situa-se na cultura de consumo que domina grande parcela das sociedades contemporâneas.
O domínio sobre o desejo no interior dessa “cultura do consumo” que o mercado institui está associado ao ideal cultivado da fabricação de um ser perfeito. Dietas, exercícios físicos intensos e muita disposição para sacrifícios e dores, são requisitos cobrados e estimulados, por demonstrarem a capacidade de força de vontade, metáfora cultural de uma expectativa normalizante de corpo e comportamento.
A historiadora francesa Michelle Perrot (1992) considera que a modelagem das aparências cria uma antropometria meticulosa determinando medidas ideais, instrumento de tortura para aspirantes do triunfo da norma[3]. “[...] A incorporação do ideal de elegância, gerador de anorexia, forma de depressão feminina, é o sinal derradeiro da armadilha das imagens. Daí a ansiedade crescente que as mulheres, doravante constrangidas à beleza, nutrem relativamente à sua aparência” (PERROT, 1992, p.178-179). Assim, o culto à magreza que se insere dentro da ditadura da beleza, cria um projeto de existência, gerando práticas disciplinares sustentadas pela construção que associou e, ainda associa, a magreza à saúde e ao esteticamente belo.
Nesse sentido, a configuração de valores direcionados ao corpo nesta sociedade merece um amplo debate, que resgate a possibilidade de transformação social, para que se possa impedir que a aparência e imagem corporal se sobreponham ao que, de fato, é o ser humano em suas potencialidades e, através de práticas emancipatórias, combater a tirania da beleza, a qual parece reproduzir “uma nova versão de colonialismo” legitimada, até esse instante, por grande parcela da sociedade.
Por fim, a tarefa de investigar a supremacia do corpo-aparência na sociedade contemporânea é inesgotável. É evidente que essa problemática necessita de um aprofundamento em várias perspectivas, contudo, neste espaço, apenas foi apontado, de forma geral e sucinta, algumas reflexões que nos parecem relevantes em relação ao presente fenômeno do culto ao corpo e do imperativo da magreza que o acompanha.










A BELEZA NO TEMPO
Se você perguntar para um grupo de 30 pessoas quem cada uma indicaria como uma ícone da beleza atual, ouvirá nomes previsíveis como Gisele Bündchen e Naomi Campbell, mas também outros mais ousados como Danielle Souza, conhecida por Mulher Samambaia. Todas elas com o aval midiático. Para a ala masculina, mesma disparidade, que flutuará de George Clooney ao cantor Latino, passando por jogadores de futebol e milionários árabes. Quando o assunto é beleza, não há unanimidade. Na construção da concepção de belo participam desde aspectos socioculturais e pessoais até questões ligadas ao religioso e financeiro, sempre permeados pelo pano de fundo histórico. Um exemplo? Verônica Stigger, crítica de arte, tem um exemplo na ponta da língua: “As argolas de bronze que as mulheres de certas tribos tailandesas colocam em torno do pescoço, deformando o ombro e fazendo com que o pescoço pareça mais longo, são belas para essas tribos, mas uma aberração para outras”. Isso só para mencionar alguns elementos racionais e concretos sobre referências estéticas. Porém, há também outras questões mais subjetivas e atemporais que participam da percepção do que é atraente. “É preciso notar que a noção de beleza é um conceito abstrato e mutável, diretamente relacionado à eterna busca da perfeição, que possibilitaria ao homem aproximar-se do transcendental”, acrescenta Heloísa Dallari, professora de arte na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado – SP). Por todos esses motivos, não raro coexistem em uma mesma fase padrões de beleza contraditórios e igualmente aceitos, o que torna a discussão ainda mais instigante. Esse será um dos temas discutidos na Semana da Beleza e Saúde, que acontecerá na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, de 24 a 27 de agosto, com palestras de especialistas da área (confira programação completa no site da Cultura). Entretanto, pode-se dizer que, grosso modo, é possível identificar uma definição de belo predominante em cada época. Acompanhe a evolução cronológica desse conceito.

ANTIGUIDADE
A beleza, até o século VI a.C um conceito subjetivo e abstrato, ganhou uma percepção lógica com o filósofo grego Pitágoras. Ele aplicou a matemática ao conceito de belo e preconizou que um corpo e um rosto bonito deveriam ser simétricos e proporcionais. O parâmetro serviu de referência para pintores e escultores, que passaram a perseguir esses ideais. Ao olhar uma figura bela na Antiguidade, tinha-se a impressão de ordem, harmonia e de medidas exatas. Muito comuns eram o nariz desenhado, o perfil perfeito e os cabelos ondulados. Alguns exemplos de obras: escultura de Apolo no templo de Delfo e a escultura Fauno Barberine (200 a.C).

IDADE MÉDIA
Não há preocupação com a beleza física. Ela é entendida apenas como consequência de uma boa alma e de comportamento devoto. Isso sim poderia transparecer na fisionomia, resultando em um rosto angelical, puro e cheio de piedade, ou seja, belo para a época, como explica Marcus Vinícius de Morais, mestre em História Cultural pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas -SP). “Bocas muito pequenas e lábios finos simbolizavam fragilidade e ausência de desejos carnais, por isso, eram valorizados”, comenta o cirurgião plástico Maurício de Maio. Em relação ao corpo, o bonito era o biótipo longilíneo (e não mais necessariamente proporcional), ombros estreitos e levemente caídos, seios pequenos e o ventre proeminente. Exemplos de obras: Madonna da Humildade, de Masolino, Judith e Venus, de Lucas Cranach.


RENASCIMENTO
A exata medida volta à tona como ideal de beleza. Desta vez, é retomada por Leonardo da Vinci, que estuda profundamente a anatomia e a aplica em suas obras. Seu mestre inspirador foi o romano Marcos Vitrúvio, que viveu no século I a.C e elaborou a teoria do Homem Vitruviano, que demonstra a sequência desejada de proporções do corpo e do rosto humanos. A escultura David, de Michelangelo, é um exemplo deste aspecto do período. Porém, diferentemente da Antiguidade, ao observar uma obra renascentista, é impossível não notar a forte presença de realidade no retratar os corpos, em especial, os femininos. “No Renascimento, há a soma dos critérios de proporcionalidade do período clássico ao advento do naturalismo: os corpos são roliços, os ombros largos, o busto proeminente e os quadris amplos e arredondados”, comenta a professora de arte Heloísa Dallari. Nesse contexto, celulites, gordura localizada, pneuzinhos e ondulações no corpo eram retratadas mais como sinais de volúpia e nobreza, já que a ostentação alimentícia não era para todos. Ser gordo, encorpado, ter braços roliços, hoje considerados motivos de vergonha, eram indícios de status social. É possível observar esses traços nas obras Hélène Fourment como Afrodite, de Peter Paul Rubens, e As três Graças, de Rubens.

BARROCO E MANEIRISMO
Inquietação, subjetividade e mais espontaneidade são elementos associados ao conceito de beleza. Esses dois movimentos rompem com os parâmetros clássicos, ainda fortes no Renascimento, para propor ideias mais particulares e menos estagnadas do que é belo. “A beleza não é uma qualidade das próprias coisas; existe apenas no espírito de quem as contempla e cada um percebe uma beleza diversa”, define David Hume, filósofo e historiador escocês. Agora, para ser bonito, não basta ter proporção e simetria, é preciso também possuir graça e formosura, dois conceitos menos concretos e palpáveis, que abraçam também elementos como espiritualidade, o fantástico e as emoções. A complexidade é valorizada e há um refinamento evidente nas obras. Exemplos: Melancolia I, de Albrecht Dürer, e Retrato de Madame Récamier, de Jacques-Louis David.

ROMANTISMO
Funde características aparentemente contraditórias: ingênuo e fatal, selvagem e sofisticado, harmonioso e assimétrico. A mistura desses contrapontos resulta no conceito do belo intenso e emocional, muitas vezes pendendo para o mágico, o desconhecido e o caótico. Ser bonito pode incluir também o disforme, o exótico e o mórbido. Uma mulher atraente pode ser pálida e apresentar olheiras, ter lábios carnudos e avermelhados, ostentar uma cabeleira volumosa e indomável, orgulhar-se de veias aparentes. O aspecto saudável é óbvio demais para ser admirado, excessivamente sem mistério. Há uma intrigante noção perversa na estética. Obras: Aurélia, de Rossetti, Safo, de Charles- Auguste Mengin, e Ofélia, de John Everett Millais.

MODERNISMO
A ideia do ser perfeito se dilui, se distancia das referências tão trabalhadas nos períodos anteriores. “No expressionismo e no cubismo, a figura humana pode se deformar e até mesmo desaparecer, como na abstração”, observa Veronica Stigger, escritora e crítica de arte. A estética adquire forte aspecto geométrico, pode lançar mão da descontinuidade e da fragmentação, mas sobretudo, chama atenção pela provocação de corpos e rostos instigantes, mas, ainda assim, cheios de graça. Exemplos: Les demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, e A negra, de Tarsila do Amaral.

CONTEMPORANEIDADE
A era Barbie, que persegue a juventude, a magreza e a alegria constante. “A beleza entra na ditadura da felicidade e passa a ser um instrumento para alcançá-la. É a senha para o sucesso profissional, o reconhecimento social e o entendimento amoroso”, opina Marcus Vinícius de Morais, da Unicamp. Como tudo, se transforma num objeto de consumo e pode ser adquirida com cosméticos, procedimentos estéticos ou cirurgias. A tecnologia avança no sentido de atender esta demanda social, nunca tão valorizada em nenhum outro período histórico.

Prova do Enem 2012 Roubada ?

É o que vão imaginar os oponentes da tranquilidade dessa galera!!!!!!!!!!!!!!!

 Eles estão  preparados e são clarividentes. 




Essa é minha  Galera do  Colégio Oficina. Pousaram para a  foto dizendo que não estão preocupados com amanhã.
" Será até bom porque com certeza as provas são mais fáceis do que da escola". 

Já  a galera da Turma A Anglo de Itabuna disse que o cursinho terá que  ter um Outdoor para colocar  todo mundo porque será 100% de aprovação. Gente, experimentei. Cabe!!!!!!

Os meninos da  AFI já avisaram que Irmã Margarida vai ter que disponibilizar o espaço para uma comoração memorável. Dia em que um terceiro ano inteiro foi aprovado. 


Já  a  Galera do Sistema disse. Se preocupar com o quê? Já estamos  acostumados com a Vitória. 

Pensaram que eu esqueci do Sêneca  foi? 

No Sêneca nós já  estamos  comemorando porque Mil das vagas do ENEM já  são  nossas!!!!


Gente!!!! Amanhã  vocês vão para uma guerra, mas foram soldados bem treinados!!!!!



Curiosos para ver  as fotos  dos alunos do curso?  Só amanhã eles terão  que ir para prova com segurança para não  correrem o risco de serem sequestrados. 
Afinal, eles representam uma  verdadeira ameaça!!!!!

Importante:  As fotos  foram produzidas pelo fotógrafo Bruno Castro. 

Reta Final ENEM - Passo a passo para amanhã.....



Últimas Palavras....
Contagem regressiva.....Não faltam dias, faltam horas. O  que é ainda dá tempo fazer?
Vamos nos lembrar do nosso passo a passo.
1. Vá ao Face e poste alguma coisa bem positiva! Não fique muito tempo lá. O Objetivo  não é ler, mas ser lido.
2. Ouça música, olhe seu caderno, repasse um simulado....
3. Vá à página do Uol quem sabe o Enem  foi cancelado....rs.....brincadeirinha......
4. Vá dormir no horário de sempre.....se não conseguir....tudo bem...quase ninguém consegue.....experimente ouvir música você  afasta pensamentos que não deseja. Não deixe ninguém de sua família ficar com peninha de você:  você  não está morrendo, mas  indo para uma guerra.
5. Acorde no mesmo horário de sempre. Não deixe seu corpo entender que amanhã será um  dia diferente.
6.  Coma o que você sempre comeu no café. Nada  de  um super café. Não se esqueça de agradecer a Deus  por poder fazer parte dos 6 milhões. Parece muito, mas não é nem 10% da população.
7. Leia o  Salmo 23.
8. Prepare suas coisas  para sair. Lembre-se do que vai levar para comer – laranja – Gatorade – maçã, almoço (frango grelhado, arroz), biscoito cream Cracker,  banana, barra de chocolate Talento 65%.
9. Lembre-se  dos documentos, caneta transparente e músicas  para ouvir no caminho.
10. Vai sair de casa? Nada  de  muito drama. Hoje é o dia D e não o dia do seu enterro. Está acontecendo algo bom e  não ruim.
11. Melhor que  você  vá com seus amigos. Não dá? Fome no ouvindo. Não se desligue. Nada de  ficar ouvindo as coisas a sua  volta.
12. Antes  de sair. Você o espelho e a  música Firework. Pule muito!!!!!! Coloque  seu corpo em movimento.
13. Chegou ao local do evento?  Chupe sua laranja e não deixe  de fazer disso  um acontecimento. Além de aliviar sua tensão vai ajudar a  manter-se concentrado e hidratado. Se alguém perguntar diga que está vendendo em algum lugar.....é bom que ele  vai procurar....rs.... se tiver sozinho. Fone no ouvido. Já sabe.....
14. Entrou na  sala? Almoce. A fome atrapalha a sua  concentração.
15. Hora de abrir sua prova. Faça isso  comendo a maçã. A possível tensão vai para ela e não para prova. Além disso vai te ajudar na digestão pois contém cafeína.
16. Faça  amanhã o que  você sabe. Não fique morrendo em uma prova só. Depois de  fazer o que você sabe. Dê uma pausa.  Come uma banana  ou chocolate( se tiver cansado)  no caminho do banheiro. Lá dê  uns pulinhos e volte renovado.
17. Não beba água só Gatorade. Já sabe. Vai ao banheiro. Faça disso  um “acontecimento” e use bem o tempo. Relaxe, movimente-se...no caminho já  vá comendo alguma coisa.
18.  Volte renovado. Abra sua mente e na dúvida entre uma e outra. Pense!
19. Passe  seu gabarito a  limpo. Agradeça a Deus e  volte para casa sem comentar a prova. Coloque seu fone e permaneça ligado.

Amanhã  tem mais.....