domingo, 17 de março de 2013

Interpretação de Texto e Tema de Redação da obra o Pequeno Príncipe

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 8.
(...)
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? Perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o príncipe, estou tão triste.
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços...”
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa.
- Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou à sua ideia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que serão diferentes dos outros. O dos outros me faz entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então será maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa então se calou e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! Disse ela.
- Bem quisera disse o príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. O homem não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
E continuou:
- Mas tu não deves esquecer. “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
Autoria de Antoine de Saint-Exupèry - retirado do livro “O Pequeno Príncipe”

1. (UFSCAR) Segundo a explicação da raposa, assinale a alternativa que tem o mesmo sentido de “cativar”.
a) Ficar triste quando alguém vai embora.                                 b) Convencer alguém a fazer algo.
c) Lembrar-se de alguém quando estiver triste.                      d) Esquecer-se de alguém.                             e) Tornar-se amigo de verdade de alguém.

2. (UFSCAR)No conjunto do texto percebe-se que o seguinte trecho: “O dos outros me faz entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música” faz referência
a) ao sol.        b) ao barulho dos passos.          c) ao aborrecimento.       d) à amizade.              e) à vida.
3. Em um texto as palavras podem ser usadas com o seu significado literal: o significado do dicionário. Algumas vezes podemos usar palavras com seu sentido figurado ao invés de seu sentido literal, ou seja, o sentido do termo no texto se relaciona indiretamente com o sentido literal.
Das alternativas abaixo, assinale aquela que possui um termo que foi usado com sentido figurado.
a) Serás para mim o único no mundo.       b) Vem brincar comigo, propôs o príncipe...
c) Minha vida é monótona...                       d) mas eu não tenho tempo...                                e) os homens não têm mais amigos
4. Ao final deste trecho, percebe-se que
a) o pequeno príncipe tornou-se amigo da raposa.
b) a raposa não se permitiu ser amiga do pequeno príncipe.
c) a raposa não cativou o pequeno príncipe.
d) o maior desejo do pequeno príncipe era ser amigo da raposa.
e) o pequeno príncipe considerou a raposa chata e não quis ser amigo dela.

5. (UFMG – Física) O Pequeno Príncipe, do livro de mesmo nome, de Antoine de Saint-Exupéry, vive em um asteróide pouco maior que esse personagem, que tem a altura de uma criança terrestre. Em certo ponto desse asteróide, existe uma rosa, como ilustrado nesta figura:
Após observar essa figura, Júlia formula as seguintes hipóteses:
I) O Pequeno Príncipe não pode ficar de pé ao lado da rosa, porque o módulo da força gravitacional é menor que o módulo do peso do personagem.
II) Se a massa desse asteróide for igual à da Terra, uma pedra solta pelo Pequeno Príncipe chegará ao solo antes de uma que é solta na Terra, da mesma altura.
Analisando-se essas hipóteses, pode-se concluir que
a    a)       Apenas a I está correta.  b) apenas a II está correta.  c) as duas estão corretas.  d) nenhuma das duas está correta.

Proposta de Redação I
A Obra O Pequeno Príncipe já vendeu mais de 6 milhões de exemplares e ocupa-se de narrar a história de um principezinho originário do asteroide B612 que é encontrado pelo alter ego do escritor francês Saint-Exupéry. Esse menino e o nosso narrador faz interferências pontuais sobre o que "gente grande".
Com base na leitura do livro e nos seus conhecimentos de mundo escreva um texto dissertativo argumentativo sobre as vivências e valores dos homens tomando como base o conceito de cativar, ensinado pela raposa.




Proposta de redação II
Antoine de Saint-Exupéry escreveu O Pequeno Príncipe, que teve repercussão mundial. É um livro, a princípio, voltado para o público infantil, mas que, pelo vasto conteúdo e riqueza de lições, acabou sendo aderido como leitura pelos adultos também. O autor deixa bem claro sua visão sobre os adultos ou as pessoas grandes como usa na referida obra: aqueles que não conseguem enxergar o importante como verdadeiro, mas somente aquilo que é bom materialmente.
Você concorda com o autor? Escreva um artigo de opinião onde fique claro se sua visão é contrária ou igual a do narrador.




Proposta III

A obra o Pequeno Príncipe é produzida com base em muitas simbologias. Com base na interpretação da simbólica desse texto escreva um texto dissertativo argumentativo sobre o assunto:

E se o planeta é pequeno e os baobás numerosos, o planeta acaba rachando. "É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho. Quando a gente acaba a toalete da manhã, começa a fazer com cuidado a toalete do planeta. É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução."
E um dia aconselhou-me a tentar um belo desenho que fizesse essas coisas entrarem de uma vez na cabeça das crianças. "Se algum dia tiverem de viajar, explicou-me, poderá ser útil para elas. às vezes não há inconveniente em deixar um trabalho para mais tarde. Mas, quando se trata de baobá, é sempre uma catástrofe. Conheci um planeta habitado por um preguiçoso. Havia deixado três arbustos. . .








Redação de Identidade por Orlando Júnior e Thainá Caló



Da raiz ao fruto

Todo povo tem na sua evolução um certo “sentido”. Este se percebe não nos pormenores de sua história, mas no conjunto dos fatos e acontecimentos essenciais que a constituem. Desta forma, entre séculos de exploração, anos de repressão e com abismos ainda não preenchidos, a nação brasileira busca produzir, no presente, formas clarividentes para um futuro promissor. Visto que, nunca houve condições geográficas e técnicas para a produção de outra realidade como no limiar deste século. 
         O processo de colonização brasileiro acabou por permitir que se esboçasse na identidade do país uma nacionalidade diferente do modelo europeu e relativamente nova em termos sociais. Sem que isso significasse, contudo, autonomia e dinâmica própria para a sociedade em construção e mesmo após a sua independência política. Assim, a formação do Brasil contemporâneo está diretamente ligada às origens da sociedade brasileira, ou seja, está atrelada à colonização e ao seu legado cultural, político e institucional.
A modernização é impedida pela herança histórica que a nação possui, trazendo consigo uma incompatibilidade com o ideal de desenvolvimento democrático e modernizado, evidenciando uma incapacidade de mudança adaptativa as necessidades existentes. Não obstante, o homem político é cordial, transportando as condutas utilizadas na esfera privada para a esfera pública, criando uma série de impasses para a sua configuração, independente, no Brasil, e aponta para a própria fraqueza da organização social e política do país.
A utopia que foi delineada por Thomas Morus e reiterada, nesse século, por Galeano sugere que mesmo que não possamos adivinhar o tempo que virá, temos ao menos, o direito de imaginar o que queremos que seja. No caso do Brasil, mesmo sabendo que não há a possibilidade de mudar o começo, a produção de melhorias no presente pode garantir uma mudança no final.



Seguindo os passos do Aviador
De colônia explorada até alcançar o posto de sexta maior economia mundial, o curso histórico da nação brasileira se remodelou por meio de avanços socioeconômicos, que são característicos de uma nova configuração do cenário mundial pós-Guerra Fria. Tendo em vista tal égide, torna-se perceptível como o Brasil e outros países emergentes, entre passos lentos e largos, estão a caminho de um modelo econômico mais dinâmico e que permite maior mobilidade. Por outro lado, ainda será preciso vencer os dilemas internos que se perpetuam desde a colonização.
Para Milton Santos, a globalização é regida por um restrito grupo de corporações internacionais, formando assim o globalitarismo. Contudo, o BRICS (grupo formado por países em franco desenvolvimento socioeconômico como a China) surge como uma possibilidade de rompimento desse ditame difundido na sociedade capitalista, na qual somente poucos detêm o poder e o direito da ascensão, enquanto, aos demais cabem o papel de serem explorados. Diante dessa conjuntura, firmar-se como uma democracia sem abismos sociais torna-se essencial para que a nação brasileira siga se desenvolvendo. Todavia, visando tal objetivo, segundo Sérgio Buarque de Holanda, será preciso acabar com a cultura de personalidade, na qual o status individual é mais importante do que a luta e a conquista de direitos coletivos.
De mediador de conflitos internacionais, passando pelas Olimpíadas até a visita do presidente da nação mais rica do planeta, junto com sua família, é notável o papel de destaque no cenário mundial alcançado pelo Brasil. Por outro lado, manter essa importância e ampliá-la será um desafio para a nação, uma vez que, estamos imersos em um mundo contemporâneo repleto de incertezas, no qual as crises são diárias e as guerras são imprevisíveis. Sendo assim, a tradicional cordialidade brasileira, que leva os interesses da vida privada para a pública, e a ética da aventura, na qual as ações do governo e da sociedade brasileira nunca são planejadas, deverão ser banidas dos princípios éticos e morais de quaisquer indivíduos e, principalmente, de líderes e governantes.
Nessa perspectiva, os cidadãos brasileiros precisam reavivar a memória do passado e correlacioná-la ao presente, visto que, dos colonizadores corruptos aos criminosos de terno e gravata que governam o Brasil atual, não houvera avanços. Logo, compreender que não se pode mudar o começo, mas se pode modificar o final, deve constituir uma premissa básica a ser propagada pelo Estado, dado seu caráter abarcativo, e consolidada pela sociedade, que não se pode acomodar e desacreditar na mudança. Visto que, para além disso, Antoine de Saint-Exupéry já apregoava que aquilo nos salva é dar um passo e outro ainda.






PROPOSTA DE REDAÇÃO IDENTIDADE NACIONAL

SÓ DE SACANAGEM ( Elisa Lucinda)

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
" - Não roubarás!"
" - Devolva o lápis do coleguinha!"
" - Esse apontador não é seu, minha filha!"
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
“ - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.”
E eu vou dizer:
”- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão:
" - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
” - Não admito! Minha esperança é imortal!”
E eu repito, ouviram? IMORTAL!!!
 Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.

Raízes do Brasil – Sérgio Buarque de Holanda

Raízes do Brasil foi publicado em 1936, e causou grande impacto pois discute o choque entre a tradição e modernidade na sociedade brasileira. Para tal, ele busca nas raízes desta sociedade uma explicação para o atraso social existente no país, produzindo, ao mesmo tempo, hipóteses para uma possível superação deste retrocesso.      
          Segundo ele, a formação do Brasil contemporâneo está diretamente ligada às origens da sociedade brasileira, ou seja, está atrelada à colonização e ao seu legado cultural, político e institucional. Assim, o tradicionalismo da política brasileira vem de seu passado ibérico, ou seja, de suas raízes. 
Sérgio Buarque percebe que a modernização é impedida pela herança de uma tradição ibérica e que a absorção das instituições portuguesas, dotadas de uma historicidade própria, traz consigo uma incompatibilidade com o ideal de desenvolvimento democrático e modernizado, evidenciando uma incapacidade de mudança adaptativa as necessidades existentes. É através desta compreensão que ele formula alguns conceitos fundamentais de sua obra. O primeiro conceito que ele usa para explicar a sociedade através de suas origens é a cultura da personalidade. Para ele, a cultura da personalidade é a frouxidão de laços sociais que implicam em formas de organização solidária e ordenada.
Sérgio aborda que as relações em Portugal não advêm do mérito, mas sim do privilégio, do status.
A segunda característica fundamental ao entendimento da sociedade contemporânea através de suas raízes é a ética da aventura. Para este estudioso, a colonização do Brasil foi promovida pelo espírito do português aventureiro, que exibe a mobilidade e a adaptabilidade, que nega a estabilidade e o planejamento, que corrobora com a cultura do ócio e se distingue do tipo trabalhador, e de sua ética do trabalho, que preza pelo “esforço sem perspectiva de rápido proveito material” (BUARQUE, Sérgio, 2000).
Ao comparar as cidades portuguesas com as espanholas, define que o espanhol é um ladrilhador, que constrói suas cidades de forma a racionalizar o espaço. Ao contrário, o português é apenas um semeador, que sai semeando cidades irregulares que se confundem com a paisagem. Também é através dessa negação do trabalho, somada a falta de planejamento, a uma demanda de mercado e, a pequena população do reino, que aparece um dos principais elementos da colonização portuguesa no Brasil, a escravidão do africano. 
É a partir desta outra herança ibérica que este estudioso propõe a quarta consideração sobre o tradicionalismo brasileiro, o homem cordial. Por sua vez, este é o símbolo da relação social sem formalidade, que leva para a vida pública a vida privada, ao propor acesso à existência política através de relações sociais de proximidade e afetividade. O homem cordial não se dá com a relação fria do Estado, e por isso essa instituição é tão fraca entre os ibéricos. Além disso, essa cordialidade não pressupõe bondade, mas apenas identifica que o homem cordial não se guia pela racionalidade, e sim pelas suas emoções. Assim, essa emotividade pode ser boa ou má, apenas não será guiada pela razão.  LEIA MAIS EM: http://www.revistacontemporaneos.com.br/n3/pdf/sergiobuarque.pdf

Proposta de Redação:
Escreva um texto dissertativo argumentativo relacionando as faces do Brasil do século XXI com suas raízes históricas, mas seguindo o argumento final do texto da Elisa Lucinda.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Gabarito de Quinhentismo


1. Ratifica, pois ambas tem uma visão exuberante da terra. Caminha destaca os grandes árvoredos e a extensa praia e, o cronista desconhecido, mais detalhadamente trata da mesma questão. Ambos ressaltam a ausência de metais na terra recém-encontrada.
2. O aluno deve ser capaz de falar um pouco sobre o Quinhentismo e sua relação com a formação da identidade brasileira e perceber que em Raízes do Brasil o autor deixa claro que grande parte do comportamento brasileiro é herança da colonização portuguesa. Explicar, por exemplo, que o “pistolão” proposto no texto é fruto da cultura da personalidade já que em Portugal as relações não advinham do mérito, mas sim do privilégio, status.

Nome de autores crônicas da literatura de informação - Pero de Magalhães Gândavo e Gabriel Soares de Sousa.

3. “ Serve para mil e uma utilidades.”
4. “(...) Além de detestarem os pobres, preto, crioulos, amarelos, vermelhos e latinos.”
5. a) Os dois textos apresentam as impressões sobre o lugar visitado e revelam o olhar dos cronistas sobre as coisas. b) Carta de Caminha dirigida ao rei Dom Manuel também revela sobre os outros que escreveriam ao Rei, o texto de Perrot faz o mesmo. c) Tanto Caminha quanto o Cronista da Desamérica dão opinião sobre o nome da terra bem como sobre as gentes que nela habitam estabelecendo comparação entre eles e seus países de origem. d) Tanto Caminha quanto o cronista terminam suas cartas fazendo sugestões ao rei.
6.  A descrição de Caminha sobre os habitantes ressaltava sua inocência e pacificidade, o texto sugere os habitantes da terra de Noviorqui como periculosos. Opinião diversa da do escritor português.
7.  Coca-cola e Big-Mac. Eram Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas e tinham arcos, carapuça de linho e um sombreiro.
8.  O conceito de preguiçosos será outorgado ao índio em algumas escritas posteriores, a impressão de Caminha será de inocentes, bestiais e de que facilmente se poderia imprimir no índio qualquer cunho que se quisesse dar.
9. O valor das coisas está no externo, na aparência.
10. Era seu oposto, facilmente convencidos, inocentes, subservientes, de fácil crença. Isso na visão eurocêntrica dos portugueses.
11.  “ (...) para que vossa alteza com segurança bem possa visitar em breve  e dela tomar completa posse(...)” OPINIÃO PESSOAL.



CARTA ABERTA AOS NOSSOS DESCOBRIDORES

1.  Aves voando - urubus pairando / plantas crescendo – lixo flutuando nos rios / índios saudáveis – menores abandonados / enorme quantidade de água doce – água poluída.
a.  Ela não nega que grande parte da destruição do Brasil foi feita pela ganância portuguesa de exploração da terra, mas apresenta também a ganância e destruição dos próprios brasileiros.
b.  Que grande parte dos habitantes primeiros da terra enfrenta uma situação de extrema pobreza hoje.  
c.  Com a prostituição infantil e assassinatos.
d. Que o processo de catequização deu certo.
e.  Mistura étnica racial, muita alegria....RESPOSTA PESSOAL.
Questão Poesia pau- brasil (2) 
a) O texto foi construído com caráter meramente informativo. Sua atribuição a literatura vai se dar na ocasião da independência do Brasil, no século XIX.
b) primeira geração do Modernismo vai se debruçar sobre os textos do século 16 para propor uma nova noção de nacionalismo, que questionava satiricamente os padrões culturais europeus seguidos no Brasil. No livro "Pau-Brasil", Oswald de Andrade compôs vários poemas com frases extraídas dos autores do século 16, de modo a criar uma versão paródica do modo tradicional de narrar a história do Brasil.

3. 02+04+16
4. 01+02+04
5. 01+32
6. 03
7. Ao afirmar que seria fácil imprimir nos habitantes da terra qualquer cunho que se quisesse dar Caminha teve uma visão antagônica da de Darcy Ribeiro que propõe uma força  identitária maior que a dos colonizadores. Diz inclusive que somos diferentes de nossas matrizes, apesar de sermos marcados por todas elas.
8. 02 + 16
9.  01+02+08
10. 04+08+16
11. É importante o alunos apresentar o contexto histórico ressaltando que Portugal trouxe a morte para os índios e ver a ironia do trecho “viemos em paz”.  Tratar também que diferenças não são defeitos é o ponto forte de uma resposta.
12. E
13.  E
14. 01
15. C

Aprofundamento 
1. B
2. B
. C
4. 01

Reflexões que você precisa fazer
 A) O primeiro contato foi breve e amigável. Apesar do barulho da arrebentação do mar e do desconhecimento das respectivas línguas, tupiniquins e portugueses conseguiram se entender trocando presentes. No entanto os índios não reconheceram hierarquia transmitida pelas vestimentas, nem os animais trazidos pelos portugueses, exceto um papagaio. Também não houve reconhecimento dos alimentos oferecidos como o vinho.
b)  “ sem coisa alguma que cobrisse suas vergonhas.”
c) com vestimentas diferentes e, sentado numa altura superior aos outros.
a) um castiçal de prata e um colar.    b) como se houvesse metais preciosos ali.
c) Sim, uma vez que o objetivo da viagem tinha também uma relação de descoberta de matais preciosos, muito mais que o valor religioso.
       d) PESSOAL

As questões propostas não são de autoria do curso de Linguagens, mas retirada e adaptada dos principais vestibulares do Brasil.





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Leituras para 2013

Olá.... que bom estar de volta para mais um ano na vida de vocês!!!!!!
Aos que passaram, felicitações, mas aos que precisam caminhar mais um pouco... estou por aqui. 
Começo sugerindo a leitura da obra  
O pequeno Príncipe. 
Vamos começar nos cultivando tá......
Segue o Link para a leitura e a semana que vem discutimos e transformamos esse livro em possibilidades para a sua vida. 

http://www.biblioteca.radiobomespirito.com/o_pequeno_principe.pdf


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

UESB 2013 – CAPITÃES DA AREIA



PRIMEIRAS PALAVRAS:
É uma honra poder compartilhar essa obra baseada no romance de Jorge Amado. Nele  conheceremos a literatura da primeira fase do autor: a fase panfletária, socialista – visivelmente observável no filme que produz um grupo em que todos lutam, cada  um com suas habilidades pelo bem comum.
A leitura de Cecília Amado é  um convite importante para a leitura de Jorge por um viés social sem se ater a questão do cacau, já que esse livro faz parte da fase em que  Salvador era o pano de  fundo.

Reflexões do Projeto Janela  Indiscreta:
1. O mais célebre dos autores balanos assistiu à sua Gabriela, à sua Dona Flor e à sua Tieta ganharem outros contornos no cinema e na TV Detentor de um acervo importante, o criador dessas beldades é considerado, pelos críticos, um dos responsáveis pela “invenção” e propagação de uma Bahia sensual, festeira, mas também devota, mística. Sua produção passou por diferentes fases: o regionalismo de São Jorge dos Ilhéus, o engajamento político de Os Subterrâneos da Liberdade, a crônica de costumes de Os Velhos Marinheiros.
2. O também idealizador de Mar Morto era o primeiro a reconhecer que seus personagens principais mudaram de perfil. Nas primeiras publicações, encontramos o herói, o líder popular, como em Jubiabá. Depois, ele assume uma abordagem mais risonha para falar dos anti-heróis, dos bêbados, dos malandros, dos trabalhadores de baixa renda. Os Pastores da Noite é um exemplo. Em sua ficção, podemos encontrar vastas emoções e essas criaturas “imperfeitas”, o que o levou a se considerar um escritor de vagabundos, prostitutas, gente do povo, como os meninos de rua retratados em Capitães da Areia.
3. O Jorge Amado de Capitães da Areia filia-se aos regionalistas da segunda fase do Modernismo, que surge no período que vai de 1930 a 1945. Eles estão focados nos temas sociopolíticos e confeccionam personagens que expressam a situação de abandono, de seres distantes dos privilégios sociais, como podemos constatar nos meninos que dão nome ao livro de 1937 e ao filme de 2011 .
4. Ambos mostram as peripécias desse grupo de garotos, ocupantes de um trapiche. CecIlia Amado, em sua versão, dá aos diálogos um tratamento próximo da obra literária. As falas possuem um tom coloquial, fluindo em meio às cenas que enfocam o dia a dia dos menores de rua, muito próximos da violência, mas que também vivenciam momentos doces, como os assistidos na relação de Pedro Bala e Dora. A envolvê-los, a bela trilha sonora de Carlinhos Brown.
* Paulo Henrique Alcântara é mestre e doutorando em Artes Cênicas (Ufba) e professor da Uesb, campus de Vitória da Conquista.
1. A Cidade Baixa da capital baiana serviu de cenário para as peripécias de Volta Seca, Professor, Gato, Boa Vida, Sem Pernas, João Grande, Dora e muitos outros meninos que integravam o bando de Pedro Bala, o comandante de uma tripulação marcada pelo abandono e pela falta de auxílio por parte das autoridades. Com leis próprias e transgredindo as regras preestabelecidas de um comportamento aceitável pela sociedade, os Capitães da Areia, como eram conhecidos, saíam pelas ruas de Salvador a praticar pequenos delitos como um meio de sobrevivência.
2. Passeando entre imagens de baianas e seus adereços, das vielas e ruínas da cidade, fica estampado o grito de alerta para o problema da exclusão social. Os Capitães eram representantes de uma conjuntura dos tempos modernos que via do alto das suas engenhosas edificações a pobreza em cada esquina... Jovens que aprenderam desde cedo a enfrentar dificuldade de gente grande e a viver no cotidiano da cidade adequando-se nas brechas e amparando-se nos iguais.
3. Jorge Amado, em defesa dos seus capitães-meninos, retrato de uma Bahia que se queria moderna, ancorada em métodos arcaicos e tradicionais.
*Ana Luisa Coimbra é mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (Uesb) e professora da FTC, em Vitória da Conquista.
1. Se traçarmos um paralelo com a infância e a juventude envolvidas em ações crminosas nos dias de hoje, é impossível não pensar em uma piora da situação, sobretudo em função do tráfico de drogas, envolvendo crianças e adolescentes.
Parece haver uma diferença entre os adolescentes infratores de outrora e os de hoje em dia em direção a uma escalada da violência. A mortandade envolvendo jovens e a quantidade de crimes violentos e até hediondos praticados por menores de idade assustam e colocam enormes desafios à sociedade, principalmente no que diz respeito à urgência de medidas que garantam proteção e qualidade de vida a essas crianças e adolescentes, seja na condição de vítimas ou de infratores.
*Veruska Anacirema S. da Silva é mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (Uesb) e professora da Rede Estadual de Ensino de Vitória da Conquista.
QUESTÕES VESTIBULARES CAPITÃES DA AREIA – OBRA DE JORGE AMADO
1. Fuvest 2012 - Leia o seguinte excerto de Capitães da areia, de Jorge Amado, e responda ao que se pede.
O sertão comove os olhos de Volta Seca. O trem não corre, este vai devagar, cortando as terras do sertão. Aqui tudo é lírico, pobre e belo. Só a miséria dos homens é terrível. Mas estes homens são tão fortes que conseguem criar beleza dentro desta miséria. Que não farão quando Lampião libertar toda a caatinga, implantar a justiça e a liberdade?
Compare a visão do sertão que aparece no excerto de Capitães da areia com a que está presente no livro Vidas secas, de Graciliano Ramos, considerando os seguintes aspectos:
a) a terra (o meio físico);
b) o homem (o sertanejo).
Responda, conforme solicitado, considerando cada um desses aspectos nas duas obras citadas.
Respostas
a) A terra (o meio físico), em Capitães da Areia, a paisagem sertaneja é vista como bela, diante dos olhos de Volta Seca. O olhar sobre o sertão, na obra de Jorge Amado, fica claro no excerto presente no enunciado: “Aqui tudo é lírico, pobre e belo”. Em vidas secas, o sertão é rude, castiga os homens que, como Fabiano, busca um modo de sobreviver nos períodos de seca. Diferentemente do livro Capitães da Areia, não há espaço para o lirismo. Ambos cumprem a função de crítica social.
b) O homem (o sertanejo); Na obra Capitães da Areia, apesar da miséria do homem ser reconhecida, a personagem Volta Seca ainda consegue encontrar beleza na força do sertanejo e há a esperança de que o cangaço possa mudar a realidade social no sertão. Na obra de Graciliano Ramos, Vidas Secas, não há espaço para a esperança. As personagens apresentam aspectos zoomórficos que as tornam melhores adaptadas ao meio. Apesar da indignação das personagens, presente em algumas passagens da obra, há uma aceitação de sua realidade. A ausência do desejo de transformação fica clara em uma das poucas frases expressas por Fabiano: “governo é governo”.

“Inimigo da riqueza e do trabalho, amigo das festas, da música, do corpo das cabrochas. Malandro. Armador de
fuzuês. Jogador de capoeira navalhista, ladrão quando se fizer preciso.” (Jorge Amado, Capitães de areia).
2. O tipo cujo perfil se traça, em linhas gerais, neste excerto, aparece em romances como Memórias de um sargento
de milícias, O cortiço, além de Capitães de areia. Essa recorrência indica que
a) certas estruturas e tipos sociais originários do período colonial foram repostos durante muito tempo, nos processos de transformação da sociedade brasileira.
b) o atraso relativo das regiões Norte e Nordeste atraiu para elas a migração de tipos sociais que o progresso expulsara do Sul/Sudeste.
c) os romancistas brasileiros, embora críticos da socie da - de, militaram com patriotismo na defesa de nossas personagens mais típicas e mais queridas.
d) certas ideologias exóticas influenciaram negativamente os romancistas brasileiros, fazendo-os representar, em suas obras, tipos sociais já extintos quando elas foram escritas.
e) a criança abandonada, personagem central dos três livros, torna-se, na idade adulta, um elemento nocivo à sociedade dos homens de bem.
Resolução: O pícaro (segundo Mário de Andrade) ou o malandro (segundo Antônio Cândido) que protagoniza o roman -
ce de Manuel Antônio de Almeida seria, nos termos deste teste, semelhante a personagens como Firmo, de O Cortiço, ou Gato e Boa Vida, de Capitães da Areia, correspondendo todos a “tipos sociais originários do período colonial”, que, como as estruturas sociais a que pertencem, recorreriam “nos processo de transformação da sociedade brasileira”. A hipótese histórica não é indiscutível. Além disso, o emprego de repor na formulação da alternativa correta, é lamentavelmente inepto
"Irmão ... é uma palavra boa e amiga. Se acostumaram a chamá-la de irmã. Ela também os trata de mano, de irmão. Para os menores é como uma mãezinha. Cuida deles. Para os mais velhos é como uma irmã que brinca inocentemente com eles e com eles passa os perigos da vida aventurosa que levam. Mas nenhum sabe que para Pedro Bala, ela é a noiva. Nem mesmo o Professor sabe. E dentro do seu coração Professor também a chama de noiva." (Jorge Amado: "Capitães da Areia").
3. (UFPE)Considerando a obra e o autor do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O autor faz parte do romance regional de 30, quando se aprofundaram as radicalizações políticas na realidade brasileira.
b) Jorge Amado representa a Bahia, "descobrindo" mazelas, violências e identificando grupos marginalizados e revolucionários em "Capitães da Areia".
c) Dora, Pedro Bala e Professor são alguns dos personagens da narrativa, que aborda a dramática vida dos camponeses das fazendas de cacau no sul da Bahia.
d) O tom da narrativa aproxima-se do Naturalismo, alternando trechos de lirismo e crueza. O nível de linguagem é coloquial e popular.
e) "Capitães da Areia " pertence à primeira fase da produção de Jorge Amado, quando era notório seu engajamento com a política de esquerda. Daí o esquematismo psicológico: o mundo dividido em heróis (o povo) e bandidos (a burguesia).

4. (UNICAMP 2010) Leia o trecho abaixo, do capítulo “As luzes do carrossel”, de Capitães da Areia:
O sertanejo trepou no carrossel, deu corda na pianola e começou a música de uma valsa antiga. O rosto sombrio de Volta Seca se abria num sorriso. Espiava a pianola, espiava os meninos envoltos em alegria. Escutavam religiosamente aquela música que saía do bojo do carrossel na magia da noite da cidade da Bahia só para os ouvidos aventureiros e pobres dos Capitães da Areia. Todos estavam silenciosos. Um operário que vinha pela rua, vendo a aglomeração de meninos na praça, veio para o lado deles. E ficou também parado, escutando a velha música. Então a luz da lua se estendeu sobre todos, as estrelas brilharam ainda mais no céu, o mar ficou de todo manso (talvez que Iemanjá tivesse vindo também ouvir a música) e a cidade era como que um grande carrossel onde giravam em invisíveis cavalos os Capitães da Areia. Nesse momento de música eles sentiram-se donos da cidade. E amaram-se uns aos outros, se sentiram irmãos porque eram todos eles sem carinho e sem conforto e agora tinham o carinho e conforto da música. Volta Seca não pensava com certeza em Lampião nesse momento. Pedro Bala não pensava em ser um dia o chefe de todos os malandros da cidade. O Sem-Pernas em se jogar no mar, onde os sonhos são todos belos. Porque a música saía do bojo do velho carrossel só para eles e para o operário que parara. E era uma valsa velha e triste, já esquecida por todos os homens da cidade. (Jorge Amado, Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 68.)
a) De que modo esse capítulo estabelece um contraste com os demais do romance? Quais são os elementos desse contraste?
b) Qual a relação de tal contraste com o tema do livro?
RESPOSTA: a) Nesse capítulo, as personagens são apresentadas em um estado de intensa alegria, despertado pelo contato com as luzes do carrosel, viabilizando a ligação, até então perdida, com o lúdico, ou seja, com a magia do carrossel. Ao se depararem com as luzes do brinquedo, os meninos se esquecem da realidade brutal, de modo que aqueles homens em corpos de meninos não só readquirem, momentaneamente, a infância perdida, como também ressignificam a cidade da Bahia, na medida em que a veem como "um grande carrossel onde giravam em invisíveis cavalos os Capitães da Areia". Por meio dessa ressignificação, estabelece-se um contraste entre os comportamentos das personagens, pois, ao longo do romance, são apresentadas como transgressoras e, nesse capítulo, são vistas pelo lado infantil, ingênuo e desamparado de cada uma delas, humanizando-as.
b) O tema do livro é a ação das crianças como adultos marginais; porém, no capítulo "As luzes do carrossel", a infância roubada é restituída às personagens, ainda que momentaneamente. Jorge Amado chama a atenção do leitor para um problema social que transforma a criança em vítima dos preconceitos e da violência da sociedade
5. Leia a passagem seguinte, de Capitães da Areia:
Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. E os guindastes rodavam ruidosamente. Um dia iria fazer uma greve como seu pai... Lutar pelo direito... Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história, como contavam a de seu pai. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. (Jorge Amado, Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 88.)
a) Que consequências a descoberta de sua verdadeira origem tem para a personagem de Pedro Bala?

b) Em que medida o trecho acima pode definir o contexto literário em que foi escrito o romance de Jorge Amado?

RESPOSTA: a) Pedro Bala, embora vivendo em grupo, manifesta uma preocupação restrita aos meninos do trapiche, sem evidenciar uma consciência ideológica social mais ampla. Ao conhecer a história de seu pai, contada por João de Adão, idealiza para si um destino de bravura e ação semelhantes. Isso de fato ocorrerá no final do romance, quando Bala, superando a alienação política do início, segue os passos do pai nas causas coletivas e assume a condição de líder grevista.
b) O romance Capitães da areia foi publicado em 1937, ano de instauração do Estado Novo de Getúlio Vargas. O excerto apresenta elementos típicos do neorrealismo regionalista, tendência marcante na prosa brasileira da década de 1930, na medida em que apresenta o engajamento político de esquerda, por meio do apoio à causa proletária e do posicionamento da arte contra a hegemonia cultural da burguesia. Esse contexto literário demonstrava grande influência do chamado realismo socialista, movimento que explorava, artisticamente, as dicotomias capitalismo × comunismo, ricos × pobres, opressores × oprimidos, como forma de denúncia social. A explicitação do compromisso ideológico de Capitães da areia levou o romance a ser censurado e ter vários de seus exemplares queimados por ordem do governo.

6. No pungente capítulo “Família”, certa personagem se faz passar por filho de uma família tradicional da Bahia. Encobrindo sua revolta pela falta de um lar, ele rouba a casa e retorna à vida marginal do grupo. Trata-se da personagem:
a) Boa Vida       b) Gato           c) Sem Pernas              d) Volta Seca             e) Pirulito

7. (IFBA)Capitães da Areia era o nome dado a: 
A) um grupo de bandidos que dominavam as  ruas de Salvador, na década de 1920.
B) oficiais que haviam perdido o posto e  agora reuniam-se em um grupo de  malfeitores.
C) uma corporação de estivadores do cais  que se uniram para fazer uma greve  contra os baixos salários.
D) um grupo de crianças e adolescentes,  abandonados ou fugidos, que  sobreviviam praticando furtos ousados.
E) uma gangue de marginais que  amedrontavam os trabalhadores do cais  da cidade da Bahia e ocuparam o  trapiche.


Proposta de Redação
TEXTO I
 “Não são um bando surgido ao acaso, coisa passageira na vida da cidade. É um fenômeno permanente, nascido da fome que se abate sobre as classes pobres. Aumenta diariamente o número de crianças abandonadas. Os jornais noticiam constantes malfeitos desses meninos que têm como único corretivo as surras da polícia, os maus tratos sucessivos. Parecem pequenos ratos agressivos, sem medo de coisa alguma, de choro fácil e falso, de inteligência altivíssima, soltos de língua,conhecendo todas as misérias do mundo” (AMADO, 1966, p. 389).
TEXTO II
Crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes não têm endereço certo e ocorrem em diversos setores da sociedade. Pobres e ricos são vítimas dessa forma de violência.
"O abuso sexual no Brasil reza missa, dirige culto, é doutor, tem mandato e disputa eleição. Está nos tribunais, no conselho tutelar e na creche. Mora em condomínios, mas também está desempregado. Bebe uísque e cachaça. É a própria cara da sociedade abusando das nossas crianças", diz o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES).
Entretanto, segundo a coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Leila Paiva, quem costuma fazer denúncia de abuso sexual são pessoas das camadas mais pobres.
"A violência sexual não é uma violência de classe. Mas a violência que chega à esfera pública é uma violência de classe", explica Leila, que também é responsável pelo serviço Disque 100, que recebe denúncias de violências contra crianças e adolescentes. "As classes A e B também têm vítimas, mas não denunciam", destaca a coordenadora.
A psicóloga Karen Michel Esber, autora do livro Autores de Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, alerta para o fato de que os números oficiais não representam o total de casos.
"No silêncio dos muros das casas das classes A e B, ninguém fica sabendo. A denúncia não acontece por medo ou por vergonha. Há mulheres que pensam 'o que eu vou fazer sem esse marido?'. Nas classes populares, há mais visibilidade e a vizinha denuncia para o conselho tutelar." (http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,abuso-sexual-infantil-ocorre-em-todas-as-classes,506873,0.htm)

TEXTO III





TEXTO IV
Apesar da proibição constitucional do trabalho de crianças e adolescentes menores de 16 anos, estima-se que cerca de 3,8 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 16 anos trabalhem no Brasil. Isso prejudica seu desenvolvimento físico, emocional e intelectual. Duas, de cada 10 crianças trabalhadoras, não freqüentam a escola e, como conseqüência, a taxa de analfabetismo entre essas crianças atinge 20,1%, contra 7,6% no caso das crianças que não trabalham. Na faixa etária de 15 a 17 anos, também se notam os efeitos danosos do trabalho sobre a escolarização. Entre os adolescentes que trabalham, somente 25,5% conseguiram concluir os oito anos de escolaridade básica, enquanto entre os adolescentes que não trabalham, esse percentual é significativamente maior: 44,2%. (http://www.cdhrs.org.br/trabinfantil.html)
Considerando a obra filmíca de Cecília Amado e os textos inspiradores produza um texto-dissertativo argumentativo utilizando personagens  ou fatos do filme para propor uma discussão sobre a seguinte temática: Os abismos  entre as  as leis e  o cuidado com a criança com proposições de vitórias para essa situação.




IMPORTANTE:   As questões a seguir foram feitas para garantir fixação de conteúdo:
1. Explique a frase “Se eu não saio na escola sambo ao lado sozinho”. Utilizando como referência os Capitães da areia e a cidade de  Salvador.

2. Justifique, com dados  do filme a frase: “Você tá parecendo que não conhece os Capitães da Areia. Estão mais longe de ser criança do que o mercado de caixa prego”.

3. Comente as  mulheres  para Jorge Amado tomando como referência a figura de  Dalva.

4. Leia o texto e apartir dele escreva um parágrafo dissertativo sobre :
Mulher: - o que foi? Não gostou da música não foi? Olha isso é um a questão de  costume. Augustinho adorava tocar piano  pra mim.
Sem pernas – Preto não toca piano não senhora.
Mulher: -  quem te contou uma mentira  dessas hem?  Você é um menino. Você pode aprender o que você quiser.


5. Leia o texto e, a partir dessas impressoes, mas  considerando toda a narrativa  escreva sobre as explicações  para a personalidade de Sem Pernas.
Pedro Bala – Tá estranho o sem pernas. Nervosinho que só o cão.
Gatinho – E Ele já foi calmo alguma vez?
6. Explique a relação religiosa presente no livro tomando como referência o sincretismo e as relações religiosas estebelecidas pelas personagens.

7. Leia  o texto:
H.D. : Não quer ir para uma escola aprender um pouco mais?
P. : Não não é pra mim não.
H. D : Rapaz, você tem talento. Pega aqui é o meu cartão, qualquer coisa você me procura.
P. Obrigado senhor.
Chega a polícia: O dotor deve abrir o olho porque às vezes parece que é criança, mas não é não.
...
Pedro Bala: Oxe, não vi guardar o cartão do homem não professor? Ele gostou de tu. Podia até ajudar pra tu ser um pintor assim famoso.
Professor: Deixe de ser besta bala. Sabe que nós só pode sair ladrão. Quem é que vai ligar pra gente hem? Ezeqiel tava certo. Nós é tudo ladrão.

A luz dos seus  conhecimentos da narrativa e sociologia e da veia ideológica de Jorge comente a passagem acima.

8. Dora é  uma pernonagem singular produzida por Jorge Amado e que exerce funções importantes no trapiche comente a trajetória da personagem na narrativa filmíca.

9. Leia o trecho:
Professor: O pai do Bala era comunista.
Dora: Comunista?! Vige Maria
Professor: É. Ele organizava o pessoal para lutar pelos seus direitos. Quem sabe da história certinho é o Querido de Deus. Dizem que o homem era um heroi.
Dora: Ah! Então pedro é feito pai né professor.
Professor: Oh, é filho né.
Dora: não eu digo assim. Heroi.
De que maneira Pedro Bala se contitui como  um héroi?