sábado, 6 de outubro de 2018
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Tema de Redação - 30 anos da Constituição Cidadã
Proposta de
redação – 30 anos da constituição cidadã
texto 1
Constituição Cidadã
deu impulso para que a sociedade pudesse caminhar de forma consistente na
defesa dos direitos ambientais. Já existiam mudanças importantes naquele
período devido à Política Nacional do Meio Ambiente, mas a Constituição
garantiu o direito e o dever da sociedade e do poder público de preservar e
promover o seu uso racional. Exercer o cuidado com o meio ambiente é um dever
individual e coletivo, e também um exercício de cidadania.
O Brasil vinha de
um momento pós-ditadura e trazia um pedido de redemocratização. Um dos avanços
no aspecto indígena foi o reconhecimento e a demarcação dos territórios. Ao abordar
retrocessos percebidos ao longo dos 30 anos do texto constitucional, os
convidados lembraram da construção da usina de Belo Monte, que apresentou todos
os documentos necessários e legais para a obra acontecer, mas que não respeitou
o ato democrático de ouvir a voz da população – que era contra a decisão. Tanto
no aspecto indígena quanto no meio ambiente, o que se percebeu é que o país
conquistou uma série de benefícios com a promulgação da Carta Magna, mas que os
esforços precisam ser constantes e devem ser defendidos para que não haja mais
perdas nos dois contextos.
A educação tem o
poder de mobilizar a sociedade. Nesse âmbito, como avanços constitucionais
temos o fato de que a educação tem papel fundamental no preparo do indivíduo
para o futuro, incentivando o exercício da cidadania e preparando o cidadão
para o mundo do trabalho. A Constituição de 88 é a grande elaboração social e
política do Brasil. A criação de um fórum nacional em defesa da escola pública
e o atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência são
grandes conquistas da Constituição de 88.
O direito à saúde é
a maior conquista da sociedade com a promulgação da Constituição Cidadã. O
documento provocou uma mudança no que era o conceito de saúde no país. Esse avanço
está representado pela implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990, e
consequentemente no surgimento do Sistema Unificado de Assistência Social
(SUAS). Isso é um projeto de dimensões mundiais que a gente não vê em outros
países.
A Constituição de
88 estabeleceu os direitos sociais. E nesse conjunto de direitos sociais,
encontram-se os direitos do trabalho. Na mesma medida, a saúde deixou de ser um
item em termos de acesso para integrar algo grandioso, que foi a Constituição
da Seguridade Social.
texto 2
Estabelecer
ferramentas de participação popular e de controle social talvez tenham sido as
maiores conquistas da cidadania brasileira, sobretudo ao analisar que o Brasil
passou grande parte de sua história como colônia de exploração, com o regime de
escravidão, ditaduras e um forte patrimonialismo na gestão da coisa pública.
Com a Constituição de 1988 o poder é entregue
ao povo, que o exerce por meio de mecanismo democráticos e previstos dentro da
nova ordem jurídica:
“Todo poder
emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente,
nos termos da Constituição”. Art. 1º, p.u., CFRB
Desse modo, como resultado foi garantido seja
diretamente pela Constituição, seja pela legislação inferior uma série de
mecanismos institucionais que fomentam e subsidiam a cidadania por meio de
referendos, plebiscitos, ação popular, conselhos sociais, leis de iniciativa
popular, orçamento participativo, planos diretores etc.
Entretanto, três décadas depois, ao fazer um
balanço da nossa história, percebe-se que o desafio ainda é gigantesco.
Em um cenário amplo, nossa política ainda é
muito instável, dos quatro últimos presidentes eleitos após 1988, apenas 02
conseguiram completar seu mandato (FHC e Lula).
texto 3
A nova Constituição
brasileira é moderna e avançada, fonte de paz e progresso, em sintonia com a
mentalidade e vontade dominante de uma população pacífica desejosa de progresso
e bem-estar... A colocação no texto dos aspectos relativos aos direitos e garantias
individuais antes das disposições sobre organização e poderes do Estado
demonstra simbolicamente a precedência e supremacia do indivíduo e da sociedade
civil.
A sessão foi encerrada com o discurso do
deputado Ulysses Guimarães, que se tornou um dos principais símbolos da
Constituinte, sempre defendendo seus trabalhos contra os críticos e procurando
contornar os impasses surgidos. Em seu discurso, dr. Ulysses, como era chamado,
sintetizou aquele que, a seu ver, era a principal contribuição do novo texto
constitucional:
- Hoje, 5 de outubro de 1988, no que tange à
Constituição, a Nação mudou. A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na
definição dos poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o
homem em cidadão, e só é cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e
escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa - disse.
(Agência Senado)
texto 4
Embora o Brasil já tenha passado
por outras seis cartas magnas, a de 1988 trouxe como principal mudança uma
maior importância para os direitos sociais, o que se refletiu inclusive na
organização do texto. “A topografia do texto é muito esclarecedora nesse
sentido. A Constituição trouxe o cidadão como protagonista e os direitos
sociais incluídos nessa esfera de dignidade humana estão logo no começo”,
explica Eliana.
Segundo Assed, apesar da lei
priorizar os direitos sociais, tanto o Estado quanto a própria sociedade ainda
desrespeitam a Constituição nesse sentido. “Os direitos sociais são
vilipendiados diariamente no Brasil. O direito à saúde, à educação, ao esporte,
esses direitos são desrespeitados de maneira contínua não só pelo Estado
brasileiro, pela sociedade brasileira, nós temos um número imenso de pessoas
excluídas”, diz. http://www.iea.usp.br/noticias/usp-analisa-discute-os-30-anos-da-constituicao
Proposta
de redação
A partir da leitura dos textos
motivadores seguintes, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação e também considerando os desafios de assegurar direitos a mais de 200
milhões de brasileiros, redija texto
dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa
sobre o tema “ A Constituição cidadã :
avanços e desafios”/ “Maneiras de
assegurar os direitos Constitucionais no Brasil” / “Desafios de assegurar as
garantias da constituição cidadã no Brasil” apresentando proposta de
intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
REDAÇÃO MODELO
No dia 5 de outubro de 1988, no Plenário
da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães assinou os exemplares originais da
Constituição, ergueu-se de sua cadeira com um exemplar na mão e disse “Declaro
promulgada o documento da liberdade, da dignidade, da democracia, da justiça
social do Brasil”. A partir desse momento, passava a valer a nova Constituição
do Brasil – a carta magna cidadã. 30 anos depois, com falha nos direitos e
garantias individuais em várias áreas e com a participação efetiva da
população usurpada é preciso encontrar caminhos para efetivar a lei maior mais
democrática de nossa história e uma das mais progressistas do planeta.
Embora o Brasil já tenha passado por
outras seis cartas magnas, a de 1988 trouxe como principal mudança uma maior
importância para os direitos sociais. Movida pelo ideal de igualdade,
todos os brasileiros se tornaram iguais perante a lei e com direito à vida, à
liberdade, à segurança e à propriedade. Como reflete Roberto DaMatta, entre os
princípios fundamentais da República outorgados pelo documento, estão a
cidadania e a dignidade da pessoa humana, conceitos até então inéditos na lei
brasileira. O documento garantiu ainda o acesso universal à educação, à
saúde e à cultura e assinalou o direito dos analfabetos ao voto como também
permitiu o voto de jovens a partir de 16 anos. Ele trouxe ainda novas
conquistas de direitos humanos e para grupos como crianças, jovens, idosos,
mulheres, negros, índios e pessoas com deficiência. Na Saúde, foi criado o
Sistema Único de Saúde (SUS). A Educação foi considerada como dever do Estado e
foi ampliada a educação rural. Foram estabelecidos mais direitos trabalhistas e
foi feita a reforma do sistema tributário. O direito do consumidor também foi
reconhecido, assim como a importância da biodiversidade e da preservação do
Meio Ambiente (escolher apenas 3 ou 4 itens da lista). No entanto,
apesar da lei priorizar os direitos sociais, tanto o Estado quanto a própria
sociedade ainda desrespeitam a Constituição nesse sentido.
Além das conquistas de direitos, a Constituição
trouxe o cidadão como protagonista do Estado. Com esse documento, o poder é
entregue ao povo, que o exerce por meio de mecanismo democráticos e previstos
dentro da nova ordem jurídica. Para o jurista Bento Lima, a Constituição foi um
marco importante na história do Brasil depois de um período de exceção que
vivemos. Isso porque ela teve um
significado próprio e o mérito de abrir completamente a sociedade à
participação democrática já que preservou as liberdades plenas, coletivas,
individuais da sociedade e impôs valores a serem respeitados, como a cidadania.
Por essa lógica, a Constituição de 1988 trouxe uma estabilidade política ao
país e entrou para a história por causa do resgate da democracia, mas não tem
sido capaz de garantir esses avanços já que a voz do povo não é mais a voz do
Brasil e os interesses individuais se sobrepõem aos coletivos na política
nacional.
Apesar
das garantias e do real princípio democrático que emana desse documento, a Constituição
tem uma média de quatro alterações por ano em apenas três décadas de vigência -
não há outra Carta no mundo com tantas alterações. Essa visão se dá porque
equivocadamente tentamos mudar pela via da lei o que dele ver feito com
educação e conscientização. Portanto, não é preciso novas leis ou uma nova
constituição, faz-se mister planos de ação para efetivá-la. Isso se dará pelo estabelecimento
de ferramentas de participação popular e de controle social por meio da
Sociedade Civil e suas instituições. Somente com ações do povo o Brasil voltará
a ser um país de todos e não para poucos.
Elaborado pela Equipe Eu Quero Passar
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Redação Segurança Alimentar - Ciências Médicas - Bahiana 2019
No meio da carne tinha
papelão
No prelúdio do século XXI, a segurança alimentar
constitui um fator fundamental para um Brasil mais saudável. Nesse sentido, o
Estado falha em realizar uma regulamentação efetiva da integridade dos
alimentos em circulação. Como consequência desse fato, a qualidade de vida do
brasileiro é intrinsecamente afetada.
O que tem acontecido nos últimos anos é a presença
de uma regulamentação estatal dos alimentos pobre em efetividade e rica em
negligências. Segundo a Polícia Federal, mais de 40 empresas alimentícias no
Brasil eram participantes do esquema de propina que, juntamente com fiscais
agropecuários, permitiam a circulação de alimentos com produtos químicos e
pedaços de papelão. Assim, o que se percebe desse processo é um poder estatal
relapso em relação a segurança alimentar da população e, como lembra José
Graziano, presidente da FAO, a segurança alimentar é parte integrante da saúde
pública do Brasil e responsabilidade do Estado.
Segundo a terceira Lei de Newton toda ação possui
uma reação. No caso brasileiro, a reação para a negligência na regulamentação
dos alimentos é sinônimo de descuido com a qualidade de vida da população. Da
má formação congênita, passando por lesões hepáticas até as intoxicações
crônicas, o brasileiro é, desde a tenra idade, exposto a uma série de alimentos
que ao invés de contribuir deterioram sua saúde. Sobre isso, um Estudo do
Instituto de Nutrição da USP aponta que dos agrotóxicos até substâncias não
regulamentadas presentes em alimentos de consumo cotidiano dos brasileiros, se
houvesse leis mais severas a redução seria de até 70%. Dessa forma, é
perceptível que o bem-estar da população brasileira tem como “Calcanhar de
Aquiles” sua proteção nutricional.
Destarte, a falta de segurança alimentar representa
uma pedra no meio do caminho do desenvolvimento brasileiro. Seguindo essa
lógica, é essencial uma regulamentação mais efetiva por parte do Estado no
concernente aos alimentos da população como condição de cidadania. Isso se dará
a partir de políticas que tornem as fiscalizações mais rígidas e recorrentes,
de modo a evitar o comércio de alimentos com substâncias prejudiciais bem como
a criação de leis mais específicas no âmbito federal para a proteção alimentar
que acompanhem o processamento de alimentos em todas as suas dimensões. Além
disso, faz-se mister o papel da mídia como disseminadora de informação, de modo
a garantir que as informações sobre alimentos cheguem até os consumidores,
garantindo que esses passem, também, a exercer o papel de fiscais dos alimentos
consumidos uma vez que a consciência é um passo essencial na melhoria que
qualquer questão. Desse modo, a falta de segurança alimentar não será a causa
mortis do desenvolvimento brasileiro. (Louise Gramacho- aluna de medicina da Bahiana)
* direitos reservados a Eu Quero Passar.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Bahiana de Medicina - Redação
Revisão Ciências Médicas
2018.2
Prof. Mara Rute
Prof. Mara Rute
Leia o texto sem
preocupação com qual será o tema da prova. Retire trechos e subsídios que
possam ser utilizados em sua redação.
Leia os comentários de rodapé com indicações feitas pela equipe da Prof. Mara Rute para ajudá-lo na tarefa.
Ensino da Deontologia,
Ética Médica e Bioética nas Escolas Médicas Brasileiras: uma Revisão
Sistemática[1]
RESUMO
A relevância da educação
em ética médica na formação do profissional de Medicina tem sido cada vez mais
reconhecida em todo o mundo. No Brasil, a Resolução 08/1969 do Conselho Federal
de Educação tornou obrigatório o ensino da deontologia nas escolas médicas. Com
o objetivo de avaliar a evolução do ensino da ética em escolas médicas
brasileiras, foi realizada uma revisão sistemática dos levantamentos nacionais
sobre o ensino da disciplina de deontologia, ética médica ou bioética,
publicados nos últimos 30 anos.
sábado, 19 de maio de 2018
Redação Bahiana de Medicina 2018
De um simples "No limiar do século XXI",
perpassando pelas paráfrases até os famosos lanches em sala, minha escrita foi
evoluindo ao mesmo passo que a minha confiança em mim mesma. As redações
passaram a fluir mais leves, mais claras, melhores... ao ponto de eu nem mais
saber se a frase era minha ou de Milton Santos. E assim, um sonho que por
momentos parecia inalcançável veio à tona: meu nome naquela listinha de
aprovados em Medicina. Gritei. Chorei. Pulei de alegria! E então tive a certeza
de que tudo tem o seu tempo, que nenhum esforço foi em vão e que o curso de
redação foi decisivo na minha aprovação. Por isso, eu tenho muito a agradecer a
Mara e toda sua equipe, que por muitas vezes acreditaram mais em meu potencial
do que eu mesma. O processo do vestibular pode até parecer desgastante e
exaustivo, mas a alegria de uma vitória compensa todo nosso esforço. Vale muito
a pena lutar por nossos sonhos!
Raissa Barreto
domingo, 25 de fevereiro de 2018
O escândalo do Petróleo - Monteiro Lobato
REVISÃO UESB 2018
O Escândalo do
Petróleo – Monteiro Lobato
1. O
brasileiro é uma espécie de criança tonta[1],
que realmente só se interessa por jogo, farra, Carnavais e anedotas fesceninas.
Sabem que o Brasil não dá a mínima importância ao estudo, havendo até inventado
um "sistema de aprender" totalmente novo no mundo: ciência por
decreto. Por causa dumas gripes, os meninos que não puderam estudar as matérias
do curso — física, geometria, química ou o que fosse — receberam autorização
para "requerer exames", isto é, pedir que o Governo atestasse que
eles sabiam as ciências não estudadas...
2. O
brasileiro impressiona-se profundamente com o que não entende. "Economia
dirigida", por exemplo. Ninguém entende isso — e por isso mesmo a
"economia dirigida" do Ministério da Agricultura vai fazendo
carreira.
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